É só a sensação de hoje.
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quinta-feira, março 14
[insira aqui o seu palavrão]
Resolvo enxergar todas as merdinhas que, fosse um dia ordinário, pisaria em cima distraída, daria uma limpadinha em qualquer mato e seguiria andando com o sapato meio sujo ou meio limpo, dependendo o otimismo ou negativismo do momento. Tem dia que é assim, arrebentam a bagunça camuflada nas gavetas de emoções, as teias de aranha nos cantinhos preguiçosos para os quais não queremos olhar, todo o lixo de inconformismos que deveria ter sido jogado fora há tempos... Em contribuição ao estado de espírito joinha, o dia de trabalho está uma porcaria e resolveram pintar as janelas, as portas, os portões e a minha alergia.
Gostaria de avisar que estou com uma sacola transbordando vários tipos de remédios para cães (umas 20 caixas) sentadinha bem à minha frente e enquanto troco olhares com ela, penso seriamente em comer o conteúdo de umas 2 ou 20 caixas. Pena que a água acabou. Tem um galão cheio ali num canto que poderia substituir o vazio, mas como não gostaria de dar olá para a minha tendinite nesta linda tarde de sol e os meus companheiros de escritório não estão aqui para dar uma ajuda... Também, caso estivessem, não tomaria os remédios, só a água.
Troquei a porcaria do galão. Derramei 2 litros d’água dentro dos plugs de um filtro de linha. Agora talvez bastasse ligar algum equipamento num dos plugs e fingir que o meu churrasco foi um acidente. Quem sabe até sobrava uma grana indenizatória para a família. Eu podia simular um sorriso maneiro para ficar com uma cara bacana. “Olhem como estava alegre! Tão jovem.”
Gostaria de avisar que estou com uma sacola transbordando vários tipos de remédios para cães (umas 20 caixas) sentadinha bem à minha frente e enquanto troco olhares com ela, penso seriamente em comer o conteúdo de umas 2 ou 20 caixas. Pena que a água acabou. Tem um galão cheio ali num canto que poderia substituir o vazio, mas como não gostaria de dar olá para a minha tendinite nesta linda tarde de sol e os meus companheiros de escritório não estão aqui para dar uma ajuda... Também, caso estivessem, não tomaria os remédios, só a água.
Troquei a porcaria do galão. Derramei 2 litros d’água dentro dos plugs de um filtro de linha. Agora talvez bastasse ligar algum equipamento num dos plugs e fingir que o meu churrasco foi um acidente. Quem sabe até sobrava uma grana indenizatória para a família. Eu podia simular um sorriso maneiro para ficar com uma cara bacana. “Olhem como estava alegre! Tão jovem.”
sexta-feira, fevereiro 22
quarta-feira, outubro 10
Dos tipos de gentes que existem por aí.
Pessoas que só se lembram que eu existo quando encontram uma mensagem esculhambando o vegetarianismo, eu estou dispensando do meu convívio.
A última (agora, faz alguns minutos) foi uma pseudo-amiga que há mais de um ano recebe convites meus para cinema, teatro, shows e simplesmente ignora ou inventa uma desculpa para não ir. Isso por que eu frequento até churrascaria ao lado de um amigo, numa boa. Pego meu pratinho de arroz, feijão e vegetais e não perturbo ninguém.
Agora, a pessoa tem o trabalho de me mandar um e-mail, mensagem ou recado ao vivo com a finalidade de me perturbar e pensa que não vai receber uma resposta à altura e até mesmo grosseira, hum... melhor pensar de novo.
A última (agora, faz alguns minutos) foi uma pseudo-amiga que há mais de um ano recebe convites meus para cinema, teatro, shows e simplesmente ignora ou inventa uma desculpa para não ir. Isso por que eu frequento até churrascaria ao lado de um amigo, numa boa. Pego meu pratinho de arroz, feijão e vegetais e não perturbo ninguém.
Agora, a pessoa tem o trabalho de me mandar um e-mail, mensagem ou recado ao vivo com a finalidade de me perturbar e pensa que não vai receber uma resposta à altura e até mesmo grosseira, hum... melhor pensar de novo.
quinta-feira, setembro 6
a sensação de estar psicologicamente preparada para dez dias de férias com início no próximo dia 10 (logo, começando amanhã, dia 07) e descobrir, de véspera, que o RH fez alguma merda no seu cadastro e não tem férias nenhuma agendada para você: não recomendo a ninguém.
agora? só no fim de outubro. não tem nem como espernear.
agora? só no fim de outubro. não tem nem como espernear.
terça-feira, agosto 14
num daqueles momentos em que a vontade de chorar até se desidratar é quase incontrolável... sentada na ilha do escritório, miro o monitor e tento pensar em qualquer outra coisa que não me perturbe, mas mesmo assim os olhos começam a marejar. passo então a olhar para o teto tentando fazer com que a água volte por onde veio. resolve um pouco. uma vez, duas, três vezes. morrendo de vontade de chegar a hora de ir embora! assim eu posso chorar no carro, com óculos escuros, socar o volante, falar algum palavrão para um motorista idiota, acelerar o carro até ele gritar como se estivesse sofrendo, essas coisas doentias.
por que as coisas podiam ser tão mais simples... quantos defeitos de fabricação diferentes o ser humano é capaz de produzir, hein? que merda.
por que as coisas podiam ser tão mais simples... quantos defeitos de fabricação diferentes o ser humano é capaz de produzir, hein? que merda.
sábado, julho 14
sexta-feira, junho 22

Eu não sou poeta, nem louca e parece que me doo com toda a dor do mundo. Todos os dias tenho vontade de chorar: sinto pena da gente. Pena, raiva e vergonha.
terça-feira, junho 19
Cega
Há coisa de uns quatro anos atrás precisei recorrer à justiça. Sofri uma violência, precisei tomar uma atitude, tenho direito a uma indenização. Quatro anos. Na época constitui advogado, gastei uma grana pretíssima (honorários pagos em adiantamento - se eu ganhasse alguma coisa, ainda haveria uma porcentagem adicional como pagamento), o tempo passou, está passando, passando, passando, e até agora resultado rigorosamente nulo. A ação não anda. A justiça não consegue intimar uma pessoa para uma simples audiência. Detalhe - essa pessoa é um servidor público, tem endereço fixo, já foi citado no início da ação, constituiu advogado, está respondendo pelo mesmo objeto da minha ação na esfera administrativa e penal e tudo o mais. E em quatro anos a justiça não consegue intima-lo. Muda de cidade, ninguém sabe o endereço... fico aqui pensando que deve ter mudado de mãe, de nome, de CPF também, ou então que tem o dom de evaporar, só pode...
A sensação que eu tenho é que eu simplesmente peguei um montão de dinheiro e dei de presente pro meu advogado. Não que a culpa seja dele, não é isso. É que a coisa simplesmente não funciona. Todo um movimento é feito, uma legião de pessoas é empregada, papéis são gerados, emolumentos são pagos, para ri-go-ro-sa-men-te nada! Às vezes eu tento ser ponderada, tento aceitar as limitações, mas é muito difícil. Porque assim - é a justiça! É a ela que a gente tem que recorrer pra tudo. Como pode um poder que consome uma enorme parcela dos recursos do Estado simplesmente não funcionar? Como pode toda uma legião de profissionais, carreiras, pessoas, trabalharem, dedicarem a vida pra algo que não produz resultados práticos? É kafkaniano o Poder Judiciário no Brasil. Quatro anos se passam e uma pessoa que entra com uma ação (pagando - e caro - pra isso) não consegue nem a primeira audiência?
Resolvi fazer esse desabafo porque ontem, como era de se esperar, me envolvi em uma animada discussão sobre Lula, Maluf, alianças, PSDB, corrupção, deputados bandidos, essas coisas... e me deu um estalo na hora, um pensamento muito desalentador. O de que tudo isso é uma grande bobagem. Me senti simplesmente ridícula discutindo sobre aquilo, porque não importa se o presidente é Lula, Serra, Dilma, Maluf, Malafaia, quem quer que seja. Não importa se temos 513 ou 13 corruptos no Congresso. Não vai fazer diferença se de uma hora pra outra toda a corrupção reinante se dissolver e todos os nossos representantes se tornarem milagrosamente probos, ilibados, honestos e comprometidos com o povo. Não importa se somos de direita ou esquerda, simplesmente porque nós temos um poder primordial que não funciona. E nada pode suprir um país sem justiça. O povo, eu, você, estamos simplesmente desamparados. Os outros dois poderes estão aí pra tocar essa coisa da maneira que dá, fazendo o mínimo necessário, muitas vezes se aproveitando da ineficiência da justiça em tomar qualquer providência, em efetivar qualquer medida que seja. Cidadãos vão sendo levados no bolo. Como peças pagantes da engrenagem mesmo.
Seguiremos com nosso judiciário paquidérmico com seus modos pedantes, com suas excelências se afogando em seu linguajar anacrônico e em seus rituais hipócritas. Cheio de pessoas sérias e bem intencionadas mas que simplesmente não conseguem fazer a coisa funcionar.
Coincidentemente recebo hoje de manhã um email do meu advogado com o título "Comunicdo Importante". Cheia de animação fui verificar. Era uma corrente com alguma foto de santo, oração, a qual eu deveria reenviar para 20 pessoas sob pena de morrer ou algo terrível do gênero.
Talvez ele tenha tentado me dizer que só rezando mesmo. Como nem nisso eu acredito mais, dou o caso como encerrado, admito a ação como perdida e me conformo com o fato de ter me comportado como uma otária por acreditar na justiça. Triste dizer isso, né. Mas é exatamente assim que eu me sinto.
Desculpem aí o desabafo, gente. E bola pra frente. Porque o que não tem remédio, remediado está.
sábado, março 3
Radicalizando
E porque eu já não estava aguentando mais, resolvi cortar todo mundo que posta mensagens de auto-ajuda, relatos indignados de animais esquartejados e crianças estupradas (indignados mas mostrando as fotos e vídeos com detalhes e querendo que a gente olhe), e mensagens de fé em Jesus, na Nossa Senhora e no Deus maravilhoso. E agora tá assim... apareceu esse tipo de coisa na página inicial, vai pro limbo! Não sei se as pessoas sabem que as atualizações delas ficam bloqueadas ou não, e francamente, se souberem, espero que não fiquem muito chateadas. Nada pessoal, só uma questão de diferenças mesmo, e de não ser obrigada a ficar vendo coisas que me deprimem.
Porque ou eu fazia isso ou teria que me despedir de vez da rede social. Não tava dando mais.
Porque ou eu fazia isso ou teria que me despedir de vez da rede social. Não tava dando mais.
quinta-feira, outubro 27
eu e minha eterna nostalgia...
na minha infância, eu e meus amigos da minha idade brincávamos nessa rua até umas 23h. a gente interditava a rua para fazer festa junina, soltava pipa, jogava fubeca, fazia a maior farra... na minha adolescência eu chegava sozinha em casa, de madrugada, sem nenhum problema. por volta dos meus vinte e pouquinhos anos, comecei a achar as coisas, nesta mesma rua, um pouco sinistras. hoje, meus vizinhos adolescentes têm toda a pinta de traficantes [a polícia inclusive não sai daqui]. uma das casas da vizinhança está abandonada, as portas e janelas estão abertas, tudo num breu imenso e, faz algumas semanas, virou moradia para um bando desocupados...
agora, não faz nem 20 minutos, alguém jogou um ovo na parede de casa...
a meia-noite eu tenho que dar uma saída rápida de carro para buscar a irmã que chega na rodoviária. confesso que estou morrendo de medo e pensando se isso não é uma microscópica amostra do que está virando esse nosso mundão.
domingo, agosto 21
vergonha
quinta-feira, agosto 4
Orgulho Hetero

A Câmara de Vereadores de São Paulo aprovou a criação do Dia do Orgulho Hetero. É muito orgulho dos edis paulistanos, gente!
Parece uma bobagem, mas após a consolidação dessa importante data, certamente outras conquistas virão para nós, que fazemos parte da sofrida e discriminada minoria dos heterossexuais. Certamente, teremos em breve o primeiro beijo hetero na televisão, será um acontecimento! Depois, será questão de tempo para que tenhamos direitos básicos como andar de mãos dadas com nossos parceiros pela rua sem correr o risco de ser agredidos, dar um beijinho no restaurante sem sermos postos no olho da rua sob pontapés, assistirmos a um filme abraçadinhos no cinema, já pensaram? Será que seria sonhar demais querer que no futuro nós, os heterossexuais, também possamos colocar nossos companheiros como dependentes no plano de saúde, casar, adotar uma criança, receber pensão, e outros direitos que eles, os gays, esses ditadores opressores, vêm nos privando a tanto tempo?? Ou será que isso já seria um exagero?? Talvez a gente deva sonhar menos para os gays não se sentirem ofendidos demais, né... afinal, quem precisa beijar em público ou ver beijo hetero em novela? Pra que chocar assim as pessoas? Os gays podem, mas eles são normais, as crianças não fazem perguntas... talvez seja mesmo um exagero - melhor garantir um direitozinho básico e ficar bem quietinhos, eternamente gratos e bem comportadinhos. Rapazes, evitem camisas de time de futebol no domingo. Garotas, tenham um pouco mais de compostura e discrição na frente de uma vitrine de sapatos em liquidação - nada de gritinhos. Modos, minha gente, modos... pra que chocar??
Mas ainda assim, sonhadora que sou, minha alma se enche de esperança com essa medida dos vereadores de São Paulo - há de chegar o dia em que nós, héteros, deixaremos de ser ridicularizados e vistos como depravados, anomalias, pervertidos, sujos, doentes e sem- vergonhas. O dia em que nós teremos direitos sociais como os de qualquer outra pessoa, e em que poderemos manifestar nosso carinho e nosso amor normalmente, sem qualquer constrangimento. Mal posso esperar!!
E desde já, nosso muito obrigada aos maravilhosos vereadores de São Paulo. É bom ver que vocês fazem bom uso do dinheiro público que os sustentam nos seus cargos, fofos!! Mandaram muito bem. Beijos.
sexta-feira, julho 29
PA - RA - BÉNS - PRÁ - VO...

Gente, não sei por que ainda mantemos a tradição de cantar parabéns pra você no dia dos aniversários das pessoas. A coisa está ficando cada vez mais constrangedora, viu... antes, era só a vítima, quero dizer, o aniversariante, que ficava lá parado na frente do bolo com cara de tacho. Agora, todo mundo envolvido passa por esses segundos, às vezes minutos, embaraçosos... porque a verdade é que ninguém canta mais a maldita musiquinha: chega a hora, vai a horda, digo, a turma toda pra frente do bolo, o coitado do aniversariante lá, encarando todo mundo de frente, como se fosse um pelotão de fuzilamento, e aí a coisa começa:
TODOS cantam a primeira palavrinha: “Para-béns prá..." aí, no “você” metade já fecha a boca e fica só na palminha... a metade que sobra ainda começa a encarar o “nesta data...”, mas quando chega no “querida”, já está todo mundo de boca fechada, e ficam só as palminhas no ritmo imaginário da música, alguém ainda murmurando alguma coisa pra não ficar chato, e tem o resto da canção inteira pela frente, uma coisa torturante... se alguém resolve cantar pra salvar a situação, corre o risco de ter que segurar o coro inteiro sozinho, com todos os olhares fixos em sua direção como se dissessm : "Não pare, não pare, vá até o fim pelo amor de deus!!" Mas o pior de tudo ainda está por vir: tem sempre um sem noção que quando termina a primeira vez, quando chegamos finalmente ao “... muitos anos de vida” imaginário, resolve tomar novo fôlego e começar de novo mais rapidinho: “Parabéns pra...” ... só que normalmente esse infeliz faz isso só pra prolongar a tortura, e como da primeira vez, já fecha a boca quando a música chega no “...você” novamente e lá vai a cançãozinha inteira de novo, murmurada, com palminhas desencontradas, pela segunda vez, mais torturante ainda...
Não vou nem mencionar o “Com quem será, com quem será...” que algum sádico sempre resolve puxar depois do parabéns porque, honestamente, acho que quem faz isso em se tratando de um aniversariante com mais de 13 anos de idade merece, no mínimo, a cadeira elétrica.
Podíamos combinar, não é, gente... “Parabéns pra você” é um horror, ninguém merece, o aniversariante detesta e os convidados idem. Vamos lançar a moda de pular essa parte e juntar todo mundo para dizer: “Viva Fulano!!!” , “Felicidades pra beltrana!!” e passar direto ao bolinho? Ou um brindezinho esperto com uma tacinha de espumante, não seria bom? Os aniversários ficariam bem mais divertidos, vocês não acham?
terça-feira, julho 19
estão insistindo, então eu volto...
por quase dez anos seguidos estive envolvida em projetos ligados às artes cênicas. eram cursos, montagens, grupos teatrais, tudo ao mesmo tempo, de segunda a sexta-feira e nos finais de semana também, inclusive os amigos das noites de sábados e domingos eram "o povo do teatro". se não fosse a minha preguiça, inclusive, de ir até ali na delegacia regional do trabalho, eu já poderia ter meu registro de atriz profissional. e eu adorava tudo aquilo e tudo me dava prazer.
antes de completar os dez anos, porém, terminei um curso profissionalizante, encerramos a vida útil de uma montagem e naturalmente eu dei uma pausa nas cênicas em minha vida. a pausa já irá fazer seu terceiro aniversário.
dia desses recebi e-mail de um amigo convidando para um projeto teatral que ele está organizando. uma semana depois recebi o telefonema de um outro amigo, me chamando para participar de um curta-metragem. no dia seguinte, mais um e-mail, agora do conservatório teatral onde me formei, convidando para um teste para montagem de uma companhia estável...
eu sou uma criatura que não bota muita fé em coincidências e acasos, não bota fé nenhuma em destino, mas acredita piamente em conspirações do universo [organizadas pelos astros, pelos deuses, sei lá] que tentam nos indicar alguns caminhos...
já aceitei participar do curta-metragem. agora é pensar nos palcos...
a dica tá dada, basta eu escolher se escuto ou não.
antes de completar os dez anos, porém, terminei um curso profissionalizante, encerramos a vida útil de uma montagem e naturalmente eu dei uma pausa nas cênicas em minha vida. a pausa já irá fazer seu terceiro aniversário.
dia desses recebi e-mail de um amigo convidando para um projeto teatral que ele está organizando. uma semana depois recebi o telefonema de um outro amigo, me chamando para participar de um curta-metragem. no dia seguinte, mais um e-mail, agora do conservatório teatral onde me formei, convidando para um teste para montagem de uma companhia estável...
eu sou uma criatura que não bota muita fé em coincidências e acasos, não bota fé nenhuma em destino, mas acredita piamente em conspirações do universo [organizadas pelos astros, pelos deuses, sei lá] que tentam nos indicar alguns caminhos...
já aceitei participar do curta-metragem. agora é pensar nos palcos...
a dica tá dada, basta eu escolher se escuto ou não.
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segunda-feira, maio 16
a
angústia
an.gús.tia
sf (lat angustia) 1 Espaço reduzido; estreiteza. 2 Carência, falta: Angústia de tempo. 3 Aperto de coração, estado de exagerada ansiedade. 4 Med Estenose. 5 Aflição, sofrimento.
... misturada a uma alta concentração de ...
raiva
rai.vasf (lat rabie) 1 Doença infecciosa, especialmente dos cães, podendo transmitir-se por mordedura a outros animais e ao homem; hidrofobia. 2 Prurido que as crianças sentem nas gengivas no período da dentição. 3 Violento acesso de ira, com fúria e desespero. 4 Ânsia veemente; desejo irresistível. 5 Grande apetite. 6 Paixão ardente. 7 Aversão, ódio. 8 pop Biscoito feito de farinha, ovos, manteiga e açúcar.
... presentes em determinados [muito específicos] momentos da vida da pessoa, são arquivados por data, nomes, horários, locais, num lugarzinho bem fundo na cabeça. um lugar que deve ser etiquetado como "arquivo morto", por aqueles que desejam ter uma vidinha...
pacífica
pa.cí.fi.ca
adj (lat pacificu) 1 Amigo da paz. 2 Que procura a paz. 3 Sem agitações; sereno. 4 Pertencente ou relativo ao Oceano Pacífico. 5 Que é aceito sem disputa ou contestação: Ponto pacífico.
eu, muito infelizmente, jogo em outro time. aquele que revira os arquivos constantemente, compara e contesta os conteúdos, em especial quando um novo momento de angústia + raiva se apresenta.
que o azar é todo meu, eu já sei.
azar1
a.zar
1sm (ár az-zahr) 1 Lance adverso, má sorte. 2 Desgraça, infortúnio. 3 Mau agouro. 4 Acaso. 5 Cavalo que perde sempre, nas corridas.
azar2
a.zar
2sm (ár az-zahr) Bot Planta que dá flores brancas muito cheirosas, azares. A.-branco: espécie de ranúnculo ou anêmona.
angústia
an.gús.tia
sf (lat angustia) 1 Espaço reduzido; estreiteza. 2 Carência, falta: Angústia de tempo. 3 Aperto de coração, estado de exagerada ansiedade. 4 Med Estenose. 5 Aflição, sofrimento.
... misturada a uma alta concentração de ...
raiva
rai.vasf (lat rabie) 1 Doença infecciosa, especialmente dos cães, podendo transmitir-se por mordedura a outros animais e ao homem; hidrofobia. 2 Prurido que as crianças sentem nas gengivas no período da dentição. 3 Violento acesso de ira, com fúria e desespero. 4 Ânsia veemente; desejo irresistível. 5 Grande apetite. 6 Paixão ardente. 7 Aversão, ódio. 8 pop Biscoito feito de farinha, ovos, manteiga e açúcar.
... presentes em determinados [muito específicos] momentos da vida da pessoa, são arquivados por data, nomes, horários, locais, num lugarzinho bem fundo na cabeça. um lugar que deve ser etiquetado como "arquivo morto", por aqueles que desejam ter uma vidinha...
pacífica
pa.cí.fi.ca
adj (lat pacificu) 1 Amigo da paz. 2 Que procura a paz. 3 Sem agitações; sereno. 4 Pertencente ou relativo ao Oceano Pacífico. 5 Que é aceito sem disputa ou contestação: Ponto pacífico.
eu, muito infelizmente, jogo em outro time. aquele que revira os arquivos constantemente, compara e contesta os conteúdos, em especial quando um novo momento de angústia + raiva se apresenta.
que o azar é todo meu, eu já sei.
azar1
a.zar
1sm (ár az-zahr) 1 Lance adverso, má sorte. 2 Desgraça, infortúnio. 3 Mau agouro. 4 Acaso. 5 Cavalo que perde sempre, nas corridas.
azar2
a.zar
2sm (ár az-zahr) Bot Planta que dá flores brancas muito cheirosas, azares. A.-branco: espécie de ranúnculo ou anêmona.
terça-feira, maio 3
sexta-feira, abril 15
quinta-feira, fevereiro 17
BBBesta

Segunda-feira à noite, após indicação de Adriana, Talula e Diogo para o acampamento...
Talula - Quero ver a Adriana no acampamento com o “cabelinho” dela. Glicerina!
Maria, Paula, Jaqueline – Haauhauahuahauhaahuahauahuaha!!!
Maria – Ela perguntou se ia ter shampoo!
Talula, Paula, Jaqueline – Rárárárárárárárárárárárárárá!!!
Jaqueline – Shampoo, boneca? É no puro!!
Talula, Maria, Paula – Huuuuaauauaauahauauauauauauauauaua!!!!
Adriana não foi eliminada. A conversa acima representa uma coisa só: inveja. A maldita inveja feminina. Porque Adriana é linda e tem o cabelo melhor que o das outras. Pode ser chatinha, pode ser burrinha, pode não ter noção, mas o motivo pelo qual ela foi para o paredão e foi alvo dessa conversa deprimente não foi nenhum desses. Foi porque ela é linda mesmo. (Lili podia fazer um post sobre as roupas dela. É cada modelo mais fofo que o outro).
Alguém aí tem alguma dúvida de que o vencedor do BBB será, mais uma vez, um homem? E nós poderemos culpar o público? Não, né... claro que não.
segunda-feira, fevereiro 14
Pague e não reclame!

13h30
Em um restaurante bonitinho da cidade – Pedimos como entrada focaccia, cujo acompanhamento é uma pastinha do dia. Quando chega, perguntamos ao garçon qual é o sabor da pastinha. A resposta: - É só requeijão puro senhora. As pastinhas hoje acabaram. (Pra mim, pastinha é pastinha, requeijão é requeijão. O restaurante não avisou que não tinha a pastinha que constava no cardápio, serviu a entrada adaptada e a conta, claro, veio sem o desconto de um centavo sequer).
Em um restaurante bonitinho da cidade – Pedimos como entrada focaccia, cujo acompanhamento é uma pastinha do dia. Quando chega, perguntamos ao garçon qual é o sabor da pastinha. A resposta: - É só requeijão puro senhora. As pastinhas hoje acabaram. (Pra mim, pastinha é pastinha, requeijão é requeijão. O restaurante não avisou que não tinha a pastinha que constava no cardápio, serviu a entrada adaptada e a conta, claro, veio sem o desconto de um centavo sequer).
15h15
Na farmácia - Amor entrega a receita com o pedido de dois medicamentos para a mocinha no balcão. - Não tem. – Como assim não tem? É um spray nasal e um antialérgico, dois remédios simples, triviais. – Não tem, senhor, nenhum dos dois. Sinto muito. Quer conhecer nossa nova linha de sabonetes?
15h25
Na fila do cinema – Um papel ofício ao lado da bilheteria avisa que a sala 4, justamente a do nosso filme, está com o ar condicionado quebrado. - Mas como assim? Em pleno domingo à tarde, dia de cinema cheio, um calorão desses que está fazendo na cidade... não tem manutenção, não tem como consertar isso? – Não senhora. Infelizmente. – Ok, vamos assim mesmo, já viemos até aqui... fazer o que, né? (Não, nem um centavo de desconto, um sorriso encabulado, uma explicação convincente... óbvio que não. Nada. Pague e não chie).
15h30
Na sala de cinema – Ingresso com poltrona marcada, suuupermoderno, coisa de primeiro mundo. Há indicação da fileira no chão, mas é praticamente impossível ver o pequeno número numa plaquinha metálica, grudado na poltrona. Isso com o filme ainda não começado e com a luz acesa... para achar a poltrona a gente tem que se virar iluminando cada uma com a luzinha improvisada da tela do celular.
Tudo isso em uma única tarde, em um intervalo de apenas duas horas. Ser consumidor no Brasil é um dilema. Se a gente for reclamar de tudo o que está errado, vira a chata do pedaço, uma criatura insuportável, porque vai viver fazendo barraco e reclamando o tempo inteiro, vinte e quatro horas por dia (vaca mal amada - é o adjetivo standart pra qualquer mulher que ouse exigir seus direitos e reclamar de alguma coisa). Se não reclama é otária, vai ser lesada por todos, o tempo todo.
É impressionante como as pessoas se conformam, acham que as empresas, os fornecedores de produtos e serviços estão fazendo favores e se submetem a todo e qualquer tipo de situação. Parece pouca coisa, mas não é! Se o restaurante diz que vai te servir uma focaccia com pastinha, ele tem obrigação de trazer a focaccia e a pastinha. Se alguém resolve abrir uma farmácia, ele tem que ter os medicamentos em estoque, porque remédio não é balinha, se a pessoa não encontra e não toma, pode morrer. Quem tem um cinema e cobra um ingresso caríssimo, deve mantê-lo funcionando em perfeitíssimas condições. Se resolve fazer alguma inovação, tem que cuidar de todos os aspectos do negócio. Não basta pregar o número na poltrona, ele tem que estar lá de uma maneira que possa ser enxergado pelas pessoas.
E nós, os pagantes, com esse complexo de vira-lata infindo, passamos por todos esses desrespeitos fazendo olhar blasé, como se essas ninharias não importassem, afinal de conta, nos Estados Unidos, na Europa, ninguém faz barraco por causa dessas coisinhas pequenas, imagina... temos que ser iguais a eles. Alguém que resolva botar a boca no trombone, certamente não vai ter o menor apoio de quem estiver por perto. Afinal, faltam medicamentos mas a farmácia está vendendo sabonetes Roger & Gallett, não é chique? O restaurante é lindo, chef celebridade, saiu na Vejinha, quem liga pra um potinho com pastinha? E o cinema aqui do shopping já tem lugares marcados igualzinho em Nova York... e aí vem essa gentinha ficar reclamando pra estragar o domingo da gente. Se quer ar condicionado funcionando, que vá pra outra sala e assista outro filme, afinal, ninguém vem ao cinema por causa do filme, não é mesmo? A pipoca é a mesma, as pessoas conversando, mandando e recebendo mensagem no celular a sessão inteira são as mesmas, e todos os filmes em cartaz são candidatos ao Oscar, nós vamos poder passar por antenadas e atualizadas do mesmo jeito!!
É mesmo muito duro ser consumidor nesse país.
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