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sexta-feira, outubro 21

terapia de pobre

toda a noite faço um mini limpa na bolsa e no quarto recolhendo papéis e outras tranqueiras que juntei durante o dia: notas fiscais, recibos do cartão de débito, aquele jornalzinho de ofertas que o supermercado, o moço no semáforo e/ou a farmácia me deram, cartas e malas-diretas já lidas, de vez em quando aproveito para dar uma conferida nos frascos de produtos de pele, cabelo, etc para ver se tem algum vazio ou vencido... depois junto todas essas coisas e as deixo em cima da cômoda. no dia seguinte pela manhã, uma das primeiras coisas que faço é colocar tudo no lixo. assim parece que estou começando a dar jeito na vida logo cedo. e é assim também que dou início à batalha diária contra a preguiça. até por que, a preguiça, não há dúvida, é meu sobrenome.

quarta-feira, setembro 21

senhorita gagá

pensa numa pessoa que passou o dia inteiro com o pé na cova, de cama, assoando o nariz, gemendo de dor, frio, calor e essas coisas e que, depois de umas 50 bolinhas de homeopatia, dois sucos de laranja, dois litros de água e uma sopa de grão de bico da mamis deu uma melhoradINHA. o que esta pessoa deve estar fazendo neste momento? quem respondeu tentando dançar a coreografia de Judas da Lady Gaga, acertou.

[e, não, a pessoa não faz isso sempre. aliás, a pessoa NUNCA fez isso na vida.]

terça-feira, julho 19

estão insistindo, então eu volto...

por quase dez anos seguidos estive envolvida em projetos ligados às artes cênicas. eram cursos, montagens, grupos teatrais, tudo ao mesmo tempo, de segunda a sexta-feira e nos finais de semana também, inclusive os amigos das noites de sábados e domingos eram "o povo do teatro". se não fosse a minha preguiça, inclusive, de ir até ali na delegacia regional do trabalho, eu já poderia ter meu registro de atriz profissional. e eu adorava tudo aquilo e tudo me dava prazer.

antes de completar os dez anos, porém, terminei um curso profissionalizante, encerramos a vida útil de uma montagem e naturalmente eu dei uma pausa nas cênicas em minha vida. a pausa já irá fazer seu terceiro aniversário.

dia desses recebi e-mail de um amigo convidando para um projeto teatral que ele está organizando. uma semana depois recebi o telefonema de um outro amigo, me chamando para participar de um curta-metragem. no dia seguinte, mais um e-mail, agora do conservatório teatral onde me formei, convidando para um teste para montagem de uma companhia estável...

eu sou uma criatura que não bota muita fé em coincidências e acasos, não bota fé nenhuma em destino, mas acredita piamente em conspirações do universo [organizadas pelos astros, pelos deuses, sei lá] que tentam nos indicar alguns caminhos...

já aceitei participar do curta-metragem. agora é pensar nos palcos...
a dica tá dada, basta eu escolher se escuto ou não.

sexta-feira, fevereiro 25

vende-se papai noel para adultos

é quase como ser criança e continuar esperando o presente do papai noel mesmo quando a gente já está muito bem informado sobre as coisas da vida e sabe que o cara não existe coisíssima nenhuma e na realidade são mamãe e papai os responsáveis pelos mimos. é assim que eu me sinto ao fazer compras pela internet e esperar minhas encomendas.
paguei QUATRO boletos entre ontem e hoje. um cd, um livro, um gravura para decoração, uma meia-calça e a vida fica tão mais bela e colorida...
meu nome é lili cheveux de feu, tenho 27 anos e sou uma grave dependente do mundo consumista.

terça-feira, junho 22

vida de taurina.

hoje, eu dei entrada no pedido de um par de placas novas para o meu carro: a da frente está estraçalhada pela batida que eu dei há mais de um ano; a de trás está pendurada já há alguns dias, depois de ter se rachado, não sei por qual razão.

hoje, caiu uma chuvinha leve e eu fui tentar usar o meu limpador de pára-brisas, que já devia ter sido trocado há uns 6 meses mais ou menos. a borrachinha do limpador do lado do passageiro estava pendurada e a do lado do motorista, de tão podre, não limpava necas. na verdade esta última fez um rastro de lama pelo vidro, por que faz uns 3 meses que eu não lavo o carro.

prazer, meu nome é lili cheveux de feu, eu sou taurina, sofro de preguiça e falta de adaptação ao mundo real.

terça-feira, junho 15

e a gente insiste naquela coisa de insistir em discutir as mesmas coisas, milhões de vezes e de impor a nossa visão, milhões de vezes, sabendo, sempre, que é brincar de patinação no gelo em instalação indoor. que é uma brincadeira solitária para quem só pratica por hábito ou prazer e não para se preparar para as competições do mundo. e a gente brinca no gelo num fio de navalha, num espaço pequeno e desenha círculos nos mesmos lugares, e repete, repete, repete a mesma paisagem sem sol e sabe que cair é inevitável e DÓI e que é ainda mais solitário e que quando a gente se aproxima do chão, o frio de fora machuca dentro e vice-versa. mas ainda assim a gente brinca e ainda paga caro pela brincadeira.

segunda-feira, maio 3

sobre como cheguei ao pico do meu consumismo desenfreado.

comprei um MARIA BONITA EXTRA.

quinta-feira, março 18

Segundo o Dr. Sigmund, sonhos são manifestações do inconsciente.

Sonhei que estava indo para o Rio de Janeiro e Lili ia me receber. Cheguei pela rodoviária (por onde mais seria - meu inconsciente é matador) mas quem foi me receber não foi a Lili, foi O Barba, que era a cara da Lili, literalmente, só que homem num corpo de homem, com voz de homem e jeito de homem.
Logo ao descer do ônibus, na rodoviária do Rio de Janeiro, nós entravamos direto numa Feira do Livro, só que os livros eram expostos como se estivessemos numa galeria de arte no meio da rua, mais ou menos como os artesões do El Caminito, só que eram esculturas de livros, livros no chão, livros nas paredes e etecétera. O Barba era muito gentil e bonito (sim, era a Lili, mas não era a Lili - tão me acompanhando?!) e me levou para tomar sorvete.
O Rio de Janeiro era praticamente Asa Branca.

segunda-feira, março 15

há um passado no meu presente, um sol bem quente lá no meu quintal

Eu morro ao lado da academia. Bem ao lado ou então não iria malhar todos os dias - menos domingo, que é dia santo.

- E então, não vai comprar o carro?
- Vou, claro.
- Fiquei esperando tu ligares.
(silêncio)
- Amanhã tu podes?
- Posso. Qual é o ano e modelo do teu carro?
- Ah... nem idéia. Vou olhar no documento e te digo.


Na hora que a pessoa estava indo embora, o bofe parou os abdominais e veio atrás.

- Me liga pra me passar os dados do carro que vejo uma cotação hoje, antes de irmos na concessionária.
- Tu estás com pressa? Vou ali em casa, pego e te entrego.

Depois de entrar no apartamento, olhar todos os cômodos bem à vontade, fazer piada com a quantidade de livros e de vinhos, abrir a geladeira para pegar água e fuçar nos CDs, declarou que tenho bom gosto e que está precisando de orientação de leitura.

E eu que até então só peguei homens de Academia, aquela outra em maiúscula cujo culto é o da vaidade mental, fico me perguntando quantos tipos mais de heterossexual esse misterioso mundo esconde.

terça-feira, março 2

Só pra registrar as impressões do jogo.

Eu faria todo o time irlandes.
Adelaide pegaria o Imperador.

terça-feira, fevereiro 23

Cada um com os seus pré-conceitos e suas dificuldades em derrubá-los.

Elaborado pelos coleguinhas de Harvard daquele preto lindo.
  • você gosta de heterossexuais e homossexuais igualmente.
  • você prefere levemente brancos a negros.
  • você prefere fortemente magros a gordos.

Duas surpresas: como assim eu prefiro igualmente heteros e gays? Achei que ia dar prefere gays, ainda que levemente, por que o mundo heterossexual pra mim é um mistério. Ponto pra mim, que depois de 18 anos de análise estou conseguindo derrubar o desprezo que sentia pelos homens e mais dois pontos por que, afinal, eu sou hetero e gosto daquilo que estou aprendendo a admirar. Como assim eu prefiro levemente brancos a negros? Achei que ia dar prefere igualmente, até por que minha irmã é mulata, estou na fila de adoção para um bombonzinho e já me ofereci horrores pra pretos lindos que nem as horas me deram. Fiquei pensando um tempo e achando que o teste estava errado. Refiz. Mesmo resultado. Depois achei a resposta me imaginando em situações limite, do tipo caminhando por uma rua escura à noite. De um lado da rua um branco mal encarado e de outro um preto mal encarado. Que lado da calçada eu iria optar.

Pois é, falta mais alguns anos de análise nessa minha cabeça ainda. Ou um filho negro. Hellooooo, papai-do-céu, presstenção!

quinta-feira, novembro 12

veja bem...

hoje minha mãe estava ouvindo maria rita (coisa costumeira) e voltando várias vezes a música "veja bem, meu bem" (também, como de costume) para ouvi-la de novo e de novo e de novo.
sei que me bateu uma saudade de los hermanos e da versão original de "veja bem, meu bem"...
passei a mão nos cds "bloco do eu sozinho" e "4" (pois como sabem, ainda não sou muito adepta das músicas em formato mp3) e fomos os três para o carro.

na segunda música ("flor") eu estava chorando feito criança.
na realidade eu choro muito com filmes, músicas, peças de teatro, clipes, shows e até comerciais de tv... isso quando sinto aquela coisa, né? aquela vontade de dizer para os autores "seus filhos de uma puta! como é que me fazem uma coisa maravilhosa feito esta??? COMO???".

tenho uma enorme admiração por artistas que conseguem arrancar uns "filhos de uma puta" da minha boca. são eles que me proporcionam o prazer de contemplar a beleza do nosso poder de criação. e esses momentos, além das palavras de baixo calão, são sempre acompanhados de alegria extrema e choro incontrolável.

sexta-feira, outubro 23

Confessionário

Eu estou com uma BAITA inveja da Aline.
A mulher tem dois namorados lindos e barbudos, mora em Sampa pertinho da Avenida Paulista, trabalha na Galeria do Rock, tem um carrão lindo e com a pintura em estampa e ainda por cima usa as roupas mais lindas da TV brasileira.
Maria Flor, tu não presta.