Rose contando detalhes sórdidos das transições dos governos federal e estadual.
- Blá blá blá... e infelizmente tive que recusar os dois convites. Com o Franco e sem estrutura auxiliar de confiança, não tem como. - Mas profissionalmente seria bem interessante. E tu conhece um monte de gente em Brasília.
- Quem eu conheço em Brasília, Adelaide!!!? A Dilma. Se o guri ficar doente, vou lá e largo com ela pra cuidar que eu tenho que trabalhar, né.
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Jantar de aniversário da Cláu, a grávida
atolada no chão pra escolher as taças a serem utilizadas (que ficam embaixo, num armário com porta de correr sem chave, com livre acesso para mãozinhas curiosas, mas esse não é o ponto aqui). Toca o interfone. Adelaide mexendo no telefone, esparramada no sofá.
- Abre lá pra mim, por favor, que é a Solineuza.
Foi, voltou e tornou a sentar com o telefone em punho. Toca a campaínha. Repetidamente.
- Tu não abriste? É a Solineuza.
- Abri a porta de baixo.
- Ah tá, deixa que ela entra dentro de casa pelo buraco da fechadura.