quarta-feira, novembro 3

Obrigado a todos

Parabéns pelas escolhas.

E pela volta do CPMF

E o próximo que vier falar que um pequeno déficit fiscal é um ônus pequeno para se pagar em prol da nação vai estudar química. Na natureza nada cria, nada se perde. Tudo se transforma. Até dinheiro

44 comentários:

Saulo disse...

Bom, eu prefiro a volta da CPMF do que um corte no valor real do meu salário. :P

Rose Foncée disse...

essa não é nova. tava previsto faz um ano. onde tu estás na época?

Adelaide disse...

Eu prefiro um corte no teu salário a um corte no meu.

Adelaide disse...

Sim eu sei. Mas acho ótimo a pessoa sair com isso hj.

Rose Foncée disse...

A pessoa no caso, é tu, né! Bem coisa de narcisista que fica remoendo derrota!

Saulo disse...

Adelaide, vc é doméstica. Tem que se preocupar com o salário da Rose, sua patroa, não com o seu.

Adelaide disse...

Eu desisto de entender pessoas ilógicas frente a questões que trazem maior atraso ao país. Desisito.

Colocar uma carga tributária maior, onde não há mais dinheiro para tirar é mais um retrocesso.

Mas enfim.

E sim saulo. Eu me preocupo com o meu salário. Afinal eu não ganho metade do que a Rose ganha...Mais um pouco eu vou para fila do Bolsa família

Saulo disse...

Depende do que vc chama de maior atraso. A discussão sobre a carga tributária não é tão simples assim. Envolve a VELHA questão normativa de "equidade versus eficiência". Recomendo dar uma olhada em algum livro de economia do setor público.

Adelaide disse...

Querido, qdo o teu primeiro argumento foi sobre um possível corte no teu salário, eu não preciso pensar ou dizer mais nada.

Adelaide disse...

Sem ressentimentos, mas o fato de eu não ter votado na mulher me aufere um direito muito maior de fiscalizar todo e qq movimento que venham a prejudicar o desenvolvimento do país. Afinal, a minha preocupação é a de como continuar a financiar as necessidades do governo

Saulo disse...

Adelaide, eu falei brincando sobre o corte do meu salário. Apesar de ser algo que me preocupa em qualquer governo. Assim, como vc ficaria preocupada se, no lugar onde vc trabalha, tivesse algum risco de corte salarial ou demissão.

Sobre a questão da carga tributária, eu volto a dizer que economia não é tão simples assim e que é preciso, no mínimo, 6 anos de estudo para começar a entender algumas coisas.

O Mordomo disse...

E a outra lá, heim? A tal da Mayara...

Du disse...

em última análise, não houve nenhuma novidade revelada hoje. em campanha, a Dilma se manifestou sobre isso, dizendo que a saúde precisaria de uma outra fonte específica de recursos. lembro-me de ter ouvido dela que ela não tinha a pretensão de recriar a CPMF e que a origem desses recursos, não necessariamente pela soma de mais um imposto ao número já existente, seria objeto de debate com as forças políticas após as eleições. a Dilma já deu mostras suficientes de seu perfil desenvolvimentista, então, poucos além dela terão a preocupação de evitar mais encargos para a expansão econômica. agora, é meio estreito dizer que os contribuintes estão a financiar as "necessidades do governo". a relação não pode ser bancária, né, supondo que da sociedade se saca menos do que se deposita.

Rose Foncée disse...

Tchê, má de onde veio esse sensacional e inovador raciocínio de que quem não votou no candidato tem mais legitimidade para fiscalizar/cobrar do quem votou????

Troca já a cor da tinta! Ou volta pra casa fazer bolinha de sagu, que a poluição paulistana fritou os neurônios que tu tinhas!

Adelaide disse...

Óbvio que eu tenho direito total de controlar. Afinal pelo fato de eu não ter votado, eu perdi minha pátria? E melhor ainda quem tem uma opinião contrária fiscalizar do que quem tem a mesma.

Desde quando o semelhante é que tem legitimidade? Arranja um argumento exceto o fato de eu não ser da tua corrente política para eu não poder opinar. Ou então não te meta na lógia do pensamento masculino, afinal você é mulher.


Du, no final acaba na mesma. A liquidez menor do contribuinte acaba por tornar menor o giro do mercado. CPMF é sobre toda e qq transação bancária. Inclusive de empresas. Nào entende a excludência de um argumento sobre o outro.

Saulinho, eu não estudei economia. Realmente. Mas sou responsável por uma empresa, cujo custo de um funcionário aqui é 49% maior de um funcionário ganhando o equivalente em dólares no Chile. Eu sei muito bem o que isto irá fazer na liquidez da empresa.

Rose Foncée disse...

Lê de novo, loira burra!!! e depois marca nova hora no psiquiátra, pra ver se tu descobres o por que de distorceres o que te dizem (ou de veres só o que queres e, impressionamentemente, é sempre pelo lado negativo!).

Solineuzza disse...

Mas e pergunta se a presidenta defensora dos pobres vai dar um jeito de tirar do papel o imposto sobre grandes fortunas?

Saulo disse...

Adelaide, não quis desmerecer a sua opinião. Mas, você não pode extrapolar o que acontece na sua empresa com o que acontece na economia como um todo e tomar isso como verdade absoluta, como você fez.

Toda a crítica que se faz em cima do aumento da carga tributária diz respeito a eficiência alocativa da economia, ou seja, o equilíbrio atingido com os impostos não é o ótimo de Pareto. A liquidez da empresa não é a questão e sim a distorção dos incentivos que os impostos podem criar.

Do outro lado, existem os que defendem os impostos que têm caráter distributivo, sendo a CPMF um deles.

Não existe certo ou errado. Existem apenas pessoas que dão mais valor a eficiência e pessoas que dão mais valor a equidade.

E também não se pode dizer "se uma economia aumenta sua carga tributária, então o seu desenvolvimento será afetado". Existem vários casos que provam o contrário. Ainda mais que, em termos de desenvolvimento, a questão distributiva e de acesso da população a determinados serviços é essencial.

O Mordomo disse...

Pra mim é o seguinte: nada justifica a cobrança de mais um imposto do já esfolado, explorado e minguado povo brasileiro. Enquanto na campanha se falava em redução da carga tributária, o primeiro assunto em pauta da presidente eleita é justamente contra a maré.
Baita fail. Na prática, não interessa o propósito econômico que, se existe de fato, é por inabilidade administrativa em gerir os infindáveis recursos já arrecadados. O que importa é que, de novo, o povo vai pagar pela incompetência [ou falta de interesse, caso prefiram] em aliviar a barra do contribuinte.
Vou falar pra vocês: dói. No bolso e no coração.

Saulo disse...

Mordomo, eu não estou defendendo impostos altos não. Só estou falando que existem argumentos contra e a favor.

Caso, os serviços prestados pelo Estado brasileiro fossem de qualidade, não seria contra a elevada carga tributária. Mas, infelizmente, o setor público ainda tem muito o que melhorar, a começar pela profissionalização dos servidores públicos.

O Mordomo disse...

Se for pra entrar no mérito da qualidade do serviço público em geral, o novo imposto é ainda mais revoltante.

Deixa pra lá. Vou cuidar das panelas no fogo que o almoço hoje não pode atrasar.

Solineuzza disse...

Eu voto no Mordomo!

Anônimo disse...

Eu voto no Saulo, tô virando fã.

Adelaide disse...

não Saulo. A realidade da minha empresa é a realidade de todas empresas no Brasil.

O setor publico muitas vezes esquece que quem paga as contas é o setor privado. Apenas isso e lamentavelmente você me coloca com uma pessoa apenas de gestão de capital privado, sem visão de gestão pública.

Esquece que eu spu ex funcionário Petrobrás e realmente iniciativa Pública não é para mim. Os recursos são mal geridos internamente sim. Você não tem experiência em gestão privada. Eu tenho em ambas.

Se a questão é eficiência de distribuição de recursos, porque não começar dando o exemplo antes de aumentar o fluxo. O aumento da dívida interna não é a toa. É má administração de recursos sim.

Estamos dividindo o bolo. Acho ótimo e necessário. Só não dá para parar de fazer o bolo crescer.

Saulo disse...

Adelaide,

Você não entendeu metade do meu argumento.

Em primeiro lugar, não falei, em momento algum, como especialista em políticas públicas e gestão governamental, que é minha carreira. Falei como economista. Tudo que eu falei é baseado na minha graduação e no meu mestrado, que foram em uma excelente instituição e que tem um pensamento completamente contra a intervenção do Estado na economia.

Em segundo lugar, eficiência alocativa é um conceito que não tem nada a ver com distribuição e sim com a decisão de EMPREGAR um recurso em um determinado lugar. Quando, na economia, dizemos que os impostos afetam a eficiência alocativa, estamos querendo dizer que poderia-se empregar melhor os fatores produtivos (capital e trabalho) de forma melhor sem impostos.

Em terceiro lugar, não existe e nunca existiu uma firma representativa de todas as firmas da economia. Aliás, cada setor se comporta de maneira diferente do outro. Se existisse firma representativa, os economistas não teriam nenhuma dificuldade para agregação. Apenas olhariam para uma e extrapolariam para toda a economia. Se fosse assim tão simples, não existiriam tantos estudos com várias metodologias diferentes de agregação de comportamento da firma.

Em quarto lugar, não sei se o caso da sua firma. Mas, eu sei de muitas que repassam os impostos para o preço, ou seja, quem paga é o consumidor final.

Em quinto lugar, quando eu falei que os recursos eram bem geridos no setor público???? Não lembro de ter afirmado isso.

Em sexto lugar, nunca afirmei que crescimento não é necessário. Mas, existem diferentes arranjos de políticas econômicas para isso. Existem formas de se combinar política tributária com política industrial, monetária e cambial. Isso o brasil tem conseguido fazer muito bem nos últimos 5 anos, basta ver os nossos indicadores econômicos.

O Mordomo disse...

Crianças, já pro cantinho do castigo! Um minuto para cada ano de vida de vocês.

Adelaide, é melhor levar um galão de água junto, pro caso de vc sentir sede.

#enough

Adelaide disse...

Saulo,

como economista você dizer que temos administrado bem nossos recursos? Os indicadores melhoraram por uam série de fatores que não estào vinculados apenas a nossa política interna. E você sabe disso.

E repassar preços para o consumidor final? Faça-me o favor. Que argumento escroto esse. Você é a favor de uma política inflacionária??? Repassar preços faz com que nossa economia perca competitividade.

Eu não quero pertencer a eterna república das Bananas. embora nossa banana agora seja minério de ferro.

Adelaide disse...

Saulo,

Uma última pergunta:

Se todos os indicadores MELHORARAM, se a arrecadação aumentou, se mais pessoas pagam impostos hoje, se tudo está mais jsuto....Por que raios o governos precisa da CPMF????

Se você conseguir me dizer um motivo adequado porque mesmo com uma arrecadação recorde e com indicadores tão maravilhosos a CPMF deve voltar, eu paro

Saulo disse...

Adelaide,

Se eu achar que vale a pena, mando a resposta para o seu e-mail. Depois que vc apelou e chamou o meu argumento de escroto, decidi não acompanhar a sua descida de nível, por aqui.

Até mais.

Adelaide disse...

Ué, mas eu realmente acho um argumento terrível. Me desculpe...

JMJr disse...

Crianças, já pro cantinho do castigo! Um minuto para cada ano de vida de vocês. [2]

Adelaide, é melhor levar o livro junto que tem prova hoje à noite...

#enough [2]

Anônimo disse...

Repentinamente Saulo me fez sentir uma paixão avassaladora por economia.
Saulo podemos discutir por e-mail?? rsss.

Adelaide disse...

Recolhe essas unhas que ele é casado.

Passa já para ciscar em outro galinheiro.

Saulo disse...

Hahahahahaha! :P

Anônimo disse...

Bom, parece que aqui todos somos...

Saulo disse...

Anônimo, se quiser discutir economia, meu e-mail é saulo.quadros@gmail.com

Já aviso que sou a favor da desvalorização do Real, da redução da taxa de juros e de controle de capitais.

O Mordomo disse...

E eu sou a favor da amputação de dedos, língua e qualquer outro órgão que viabilize a comunicação de economistas com o mundo e a sociedade como um todo.

#justkidding =)

#notreally

Adelaide disse...

Desvaolorização do real...essa para mim é bem difícil de entender. bem difícil

Adelaide disse...

Desvaolorização do real...essa para mim é bem difícil de entender. bem difícil

Saulo disse...

É só pensar no impacto do câmbio sobre o setor exportador. Vou te mandar um artigo ótimo do Bresser Pereira sobre isso. ;)

marcelo disse...

Gente, mas esse barraco aconteceu justamente na semana em que eu estive fora, é? Que saco!!!!!

Anônimo, se quiser pode vir estudar economia aqui com o titio também, viu... a continuar o abuso a primeira lição vai ser pesquisa de preço de curativo em farmácia, viu...

Anônimo disse...

Desisti das aulas, não sou chegado a curativo nem a amputações de economistas...rs.

lili cheveux de feu disse...

aaaaaaaaaah! mas se o saulo estivesse solteiro, eu faria até cirurgia para mudança de sexo se fosse necessário.

ps: esses emails aí que tu vai trocar com o anonimo, pode mandar c/c para mim.

Saulo disse...

Lili, acho que um certo barbudo me mata antes disso!! rs