Terminada a sessão, ambas dirigindo-se à porta de saída, a paciênte dando-se conta do figurido do dia e da altura do salto:
- Ah, hoje eu estou do teu tamanho, bem grande.
- Sim, tu estás muito bem.
Já no elevador, a paciênte deu meia volta e tornou a bater na porta:
- Ana, tirando toda a papagaiada da transferência/desejo infantil das filhas de se tornarem parecidas com as mães, a comparação com o teu tamanho é significante ou significado?
- Até a semana que vem, Rose. Respondeu a médica-da-cabeça sorrindo, com a boca e com os imensos olhos azuis.
terça-feira, maio 11
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3 comentários:
a pessoa se auto-analisa, inclusive no sentido lacaniano. e, inconscientemente, escolheu de pronto a palavra "tamanho" para designar "altura", donde fica claro que o objeto externo é apenas o objeto externo e eu tô chegando no "nível" da médica-da cabeça. achei que nunca ia conseguir.
quando tu vieres morar em gay harbour, te levo lá.
Não sei respoder essa pergunta por que inveja eu já senti, e é uma merda, mas intimidade mesmo eu só tive/tenho com as minhas irmãs, e eu acho bárbaro.
De qual passofundense específicamente estás a falar?
Ah! Não gosto, querido. Acho chato e ele escreve muito mal, para leigos pelo menos. Nunca li nada técnico dele. Mas também não sou muito fã do Mario Corso. O livro da fadas da mulher dele (a última fábula eles que criaram para os filhos e ele escreveu conjuntamente) achei bem fraquinho.
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