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sábado, novembro 1
domingo, julho 27
Perro Callejero
Por um acaso descobri que hoje, último domingo do mês de Julho, o Chile comemora o Dia do Cão de Rua. O data foi criada em 2008 pela iniciativa do estudante chileno Ignacio Gac ao convocar pessoas para prestar alguma assistência aos 'perros' abandonados.
A iniciativa parece ter sido um sucesso, pois, ainda hoje, 6 anos após a criação da data, a hashtag #PerroCallejero (cão de rua) continua movimentando as redes sociais. E que tal aproveitarmos o dia para fazer a nossa parte por esse amorecos também aqui no Brasil? Uma cama, um potinho de água, uma consulta a um veterinário ou um jantar especial para aquele cãozinho da sua rua... Um dia de trabalho voluntário em um grupo de protetores ou uma doação para algum protetor que você confie... Quem sabe até adotar um cãozinho! Tudo o que estiver dentro das suas possibilidades, não deixe de fazer. O seu melhor amigo agradece.
A iniciativa parece ter sido um sucesso, pois, ainda hoje, 6 anos após a criação da data, a hashtag #PerroCallejero (cão de rua) continua movimentando as redes sociais. E que tal aproveitarmos o dia para fazer a nossa parte por esse amorecos também aqui no Brasil? Uma cama, um potinho de água, uma consulta a um veterinário ou um jantar especial para aquele cãozinho da sua rua... Um dia de trabalho voluntário em um grupo de protetores ou uma doação para algum protetor que você confie... Quem sabe até adotar um cãozinho! Tudo o que estiver dentro das suas possibilidades, não deixe de fazer. O seu melhor amigo agradece.
quinta-feira, julho 24
Tá tudo bem, gente. Somos seres maravilhosos e "a Terra está sendo dizimada de maneira implacável – não pelos recorrentes processos naturais de extinção; e sim pelas atividades antropogênicas."
Daqui.
Daqui.
sexta-feira, maio 23
Somos lamentáveis.
Uma carreta transportando frangos vivos tombou hoje na Rodovia Anhanguera. Já não bastasse a forma cruel com que são transportados os animais, a preocupação com a situação deles nesse acidente, como podem ver neste vídeo, é igual a: -10. Referem-se a esses animais como "a carga". Não passam de produtos e a lentidão no trânsito é muito mais grave que a agonia dessas vidas insignificantes.
Somos seres lamentáveis.
Somos seres lamentáveis.
sexta-feira, abril 18
Sobre os bichinhos, de novo.
Frequentemente escuto pessoas do meu convívio dizendo "eu gostaria, mas não conseguiria ser vegetariano, pois adoro comer carne". Entendo. Sou uma das pessoas que mais gosta de comer que vocês conhecerão em suas vidas - quem convive comigo sabe dos meus pratos de 900g nos restaurantes, meus "sim, acabei de jantar pela segunda vez, mas posso comer essas 15 porções de batata frita, sem problemas". Eu AMO comer. E tornar-se vegetariano nem sempre é sinônimo de não gostar de comer... carne. Na maioria das vezes não é isso. É mais uma questão de escolha baseada numa reflexão ética. Eu quero/posso comer, mas eu devo? E por que fazer essa pergunta? Veja, não bastasse as torturas absurdas que os animais/produtos sofrem (menos preocupante que suas mortes são suas vidas miseráveis nessa indústria bilionária, investiguem), a indústria da carne é também uma das mais denunciadas por utilizar humanos em trabalhos escravos. É ela também a principal responsável pelos desmatamentos - para pastagens e produção de alimentos para os animais - e a maior contribuinte na emissão de gases de efeito estufa, dentre outras coisas.
Assim, se assumimos uma posição de amor e responsabilidade individual pelo mundo em que vivemos, temos que nos questionar e agir o tempo todo. Exemplos:
- Sei que a água está escassa. Sei também que não vou resolver o problema do mundo economizando água. Mas, posso contribuir? Posso incentivar as pessoas a contribuir? Posso fazer o máximo para fazer alguma diferença?
- Sei que determinados produtos produzidos na China são frutos do trabalho escravo. Não vou resolver o problema dessas pessoas, mas como posso me posicionar de forma a ajudar essas pessoas? Posso encontrar outras opções de produtos que não abusem de seres humanos e não dar dinheiro para escravagistas?
- Sei que um produto é testado em animais e sei de outro semelhante que não é. Por que não optar pelo segundo e incentivar as pessoas do meu convívio a pensar sobre esse assunto? Afinal, somos os consumidores. Somos os responsáveis por ditar o que queremos ou não no mercado - embora nos esqueçamos disso.
- Sei que não vou resolver o problema do excesso de lixo, mas posso diminuir o meu consumo? Posso reaproveitar, reciclar, repensar meus hábitos?
- Sei que não vou resolver o problema da fome no mundo, mas posso ajudar pelo menos uma família a não passar fome?
E é nesse mesmo caminho que diariamente discuto comigo mesma várias questões que envolvem o meu imenso amor e respeito pela vida animal: Sei que não vou resolver as questões do sofrimento animal, mas posso ajudar a salvar a vida de alguns cães? Então vou fazer o meu máximo por eles. Sei dos horrores das indústrias da carne, leite e ovos. É possível viver sem esses alimentos? Posso fazer o meu máximo para não fazer parte disso? Então vou fazer o meu máximo. Claro, é muito mais fácil viver sem se preocupar com nada disso. Mas viver não é fácil. Viver num mundo que pertence a todos e a ninguém é mais difícil ainda.
Meu nome é Lili. Sou a pessoa mais comilona que conheço. Magrela e chata há quase 31 anos. Vegetariana há 8 anos.
Assim, se assumimos uma posição de amor e responsabilidade individual pelo mundo em que vivemos, temos que nos questionar e agir o tempo todo. Exemplos:
- Sei que a água está escassa. Sei também que não vou resolver o problema do mundo economizando água. Mas, posso contribuir? Posso incentivar as pessoas a contribuir? Posso fazer o máximo para fazer alguma diferença?
- Sei que determinados produtos produzidos na China são frutos do trabalho escravo. Não vou resolver o problema dessas pessoas, mas como posso me posicionar de forma a ajudar essas pessoas? Posso encontrar outras opções de produtos que não abusem de seres humanos e não dar dinheiro para escravagistas?
- Sei que um produto é testado em animais e sei de outro semelhante que não é. Por que não optar pelo segundo e incentivar as pessoas do meu convívio a pensar sobre esse assunto? Afinal, somos os consumidores. Somos os responsáveis por ditar o que queremos ou não no mercado - embora nos esqueçamos disso.
- Sei que não vou resolver o problema do excesso de lixo, mas posso diminuir o meu consumo? Posso reaproveitar, reciclar, repensar meus hábitos?
- Sei que não vou resolver o problema da fome no mundo, mas posso ajudar pelo menos uma família a não passar fome?
E é nesse mesmo caminho que diariamente discuto comigo mesma várias questões que envolvem o meu imenso amor e respeito pela vida animal: Sei que não vou resolver as questões do sofrimento animal, mas posso ajudar a salvar a vida de alguns cães? Então vou fazer o meu máximo por eles. Sei dos horrores das indústrias da carne, leite e ovos. É possível viver sem esses alimentos? Posso fazer o meu máximo para não fazer parte disso? Então vou fazer o meu máximo. Claro, é muito mais fácil viver sem se preocupar com nada disso. Mas viver não é fácil. Viver num mundo que pertence a todos e a ninguém é mais difícil ainda.
Meu nome é Lili. Sou a pessoa mais comilona que conheço. Magrela e chata há quase 31 anos. Vegetariana há 8 anos.
quinta-feira, março 20
"Morador de rua recusa proposta de R$ 2 mil por cão"
Um projeto-de-gente abandonou um cão, pois "não podia mais ficar com ele" num apartamento e "não achou quem o adotasse".
Um ser humano incrível que não tem casa, nem apartamento - nem bicicleta ele tem mais (roubaram) - adotou o bichinho: "ele é a minha família". Você pode até se espantar com a manchete "Morador de rua recusa proposta de R$ 2 mil por cão". É de se espantar mesmo: difícil encontrar quem entenda a diferença entre coisas e vidas, que entenda valores sem cifrões; difícil para a nossa cabeça preconceituosa imaginar que um ser humano em tão difíceis condições de vida tenha esse tipo de entendimento e além disso não seja um bandido, nem um viciado em drogas e/ou capitalismo.
Por um mundo com mais Luiz Fernandos e menos moradoras de apartamentos.
Leiam a matéria. É de arrepiar.
Um ser humano incrível que não tem casa, nem apartamento - nem bicicleta ele tem mais (roubaram) - adotou o bichinho: "ele é a minha família". Você pode até se espantar com a manchete "Morador de rua recusa proposta de R$ 2 mil por cão". É de se espantar mesmo: difícil encontrar quem entenda a diferença entre coisas e vidas, que entenda valores sem cifrões; difícil para a nossa cabeça preconceituosa imaginar que um ser humano em tão difíceis condições de vida tenha esse tipo de entendimento e além disso não seja um bandido, nem um viciado em drogas e/ou capitalismo.
Por um mundo com mais Luiz Fernandos e menos moradoras de apartamentos.
Leiam a matéria. É de arrepiar.
quinta-feira, fevereiro 6
Sochi.
O prefeito de Sochi mandou exterminar os cães de rua - ou "lixo biológico", como foram chamados por lá - e fez declarações homofóbicas durantes as preparações para as Olimpíadas de Inverno.
O Google respondeu, ao menos pela homofobia.
O Google respondeu, ao menos pela homofobia.
sábado, novembro 16
quarta-feira, novembro 6
FECHOU!
Apenas a melhor notícia para o ativismo animal dos últimos tempos em todo o mundo!
Ativistas brasileiros, PARABÉNS PELA LUTA!!! Foi corajosa e brilhante! Que consigamos muitas melhorias a partir dessa grande vitória.
Menos de 1 mês após invasão, Instituto Royal encerra atividades em SP
Ativistas brasileiros, PARABÉNS PELA LUTA!!! Foi corajosa e brilhante! Que consigamos muitas melhorias a partir dessa grande vitória.
Menos de 1 mês após invasão, Instituto Royal encerra atividades em SP
terça-feira, outubro 22
Me lembrei desse texto que postei há mais de um ano...
"O mundo gasta 20 bilhões de dólares por ano matando 100 milhões de vertebrados em pesquisas médicas. A probabilidade de um remédio advindo desses estudos ser testado em humanos (apenas teste, pode ser que nem funcione) é de 6%. É uma péssima contabilidade. Um primeiro passo é desenvolver abordagens não invasivas. Não acho ser necessário tirar vidas para estudar a vida. Penso que precisamos apelar para nossa própria engenhosidade e desenvolver melhores tecnologias para respeitar a vida dos animais. Temos que colocar a tecnologia em uma posição em que ela serve nossos ideais, em vez de competir com eles."
Daqui.
Daqui.
Sobre os Beagles.
Sobre os recentes acontecimentos envolvendo o Instituto Royal e os animais resgatados, sugiro que acompanhem as postagens dessa ativista que está diretamente envolvida no caso. Muitas coisas que estão sendo divulgadas, especialmente pela [claro] Rede Globo são informações distorcidas.
A minha opinião? Pô. Nem preciso dizer, preciso? A gente criou um mundo tão absurdo para vivermos e vamos devastando tudo sem nenhum critério, sem compaixão e sem ética, mas sempre com "justificativas" plausíveis [?!]. É tudo pelo ser humano; É tudo pela evolução; Tudo em nome da ciência...
É muito importante esse momento de questionamento ético em relação ao tratamento de seres vivos que estamos vivendo em nosso país. Aliás, estamos vivendo momentos incríveis nos últimos meses em nosso país. Não crio muitas expectativas de mudanças em relação a nada. Acho que nossa raça está totalmente falida. Mas como é bom sentir um pinguinho de esperança.
A minha opinião? Pô. Nem preciso dizer, preciso? A gente criou um mundo tão absurdo para vivermos e vamos devastando tudo sem nenhum critério, sem compaixão e sem ética, mas sempre com "justificativas" plausíveis [?!]. É tudo pelo ser humano; É tudo pela evolução; Tudo em nome da ciência...
É muito importante esse momento de questionamento ético em relação ao tratamento de seres vivos que estamos vivendo em nosso país. Aliás, estamos vivendo momentos incríveis nos últimos meses em nosso país. Não crio muitas expectativas de mudanças em relação a nada. Acho que nossa raça está totalmente falida. Mas como é bom sentir um pinguinho de esperança.
segunda-feira, outubro 14
BANKSY! Te dedico todo o meu amor.
"(...) Em um caminhão velho, Banksy colocou dezenas de animais de pelúcia que se movem e emitem um som parecido com uma sirene, como um alerta. O nome da instalação é “Sirens of the lambs” (Sirenes dos cordeiros), em uma clara alusão aos gritos de socorro que os animais emitem nos matadouros – quase sempre em vão. (...)"
Em uma palavra: fodapracaralho.
Daqui.
quinta-feira, outubro 10
sexta-feira, junho 7
Cárcere privado.
Vira e mexe aparece alguma reportagem com declarações de moradores reclamando da grande quantidade de cães abandonados em algumas regiões da cidade, as chamadas zonas de descarte. As reivindicações são sempre para que a Prefeitura faça alguma coisa, para que alguma ONG faça alguma coisa, mas em outras palavras significa apenas “tirem esses cães das minhas vistas, não me importo com o que será feito com eles, apenas não quero que eles me incomodem”. Ninguém se interessa em descobrir por que os cães estão ali e no que fazer para evitar que eles continuem aparecendo.
Dia desses eu estava parada com o meu carro num semáforo e um rapaz se aproximou sugerindo uma limpeza de para-brisa em troca de algumas moedas. Não quis que ele limpasse. Não quis baixar o meu vidro e me expor. Estava sozinha no carro e a presença dele me incomodava pelo medo e o preconceito que estamos acostumados a sentir. Eu poderia ter telefonado para a Guarda Municipal e denunciado a presença daquela pessoa naquele local – e digo, envergonhadamente, que pensei em fazê-lo: isso resolveria o meu problema. Resolveria o MEU problema. E, afinal, o que a gente realmente quer é resolver o nosso problema, não importa a que custo.
Quem quer pensar no que seria feito com aquela pessoa se ela fosse retirada dali pelas autoridades? Quem quer pensar em por que ela estava naquela situação, em como é a vida daquela pessoa, pensar em qual é a nossa parcela de culpa pelo fato daquele semelhante estar ali? E, principalmente, quem quer pensar no que efetivamente poderia ser feito para ajudar aquele ser humano? Quem respondeu a essa última questão com um “deixa-lo limpar o meu para-brisa e entregar-lhe algumas moedas o ajudaria”, perdeu 30 pontos. Dar umas moedas é a [falta de] atitude mais egoísta que você poderia tomar. Com algumas moedas você se livra do incomodo de ter sido abordado por um desconhecido numa situação degradante e imagina estar pagando a sua parcela de culpa por deixa-lo naquela situação. Mas e aí? Fez a sua boa ação do dia, parabéns?
E aí você que já está com o para-brisa limpinho e já ganhou uma estrelinha no caderninho de Deus por ter sido tão compassivo por menos de R$ 2, chega à sua casa e vê alguns cães morando na sua rua. Eles te causam problemas, pois querem sobreviver e rasgam o seu lixo; querem se defender e latem em frente ao seu portão; e é óbvio que o seu lixo dentro de um saco e seus ouvidos poupados da voz desses seres inferiores são muito mais importantes que a vida deles. Você quer que eles saiam de perto de você, não importa se irão passar o resto de suas vidas enjaulados – assim como os criminosos, embora os cães não tenham nem mesmo cometido algum crime. No fim você é exatamente como a pessoa que lhe causou esse transtorno: não quero esse problema para mim, quero passa-lo para frente. Acontece que os problemas não são resolvidos em cárceres: os problemas são escondidos em cárceres.
Quem quer pensar em por que estes cães estão na rua, pensar em qual é a nossa parcela de culpa por eles estarem naquela situação? E, principalmente, quem aí quer pensar no que efetivamente poderia ser feito para ajudar a resolver a situação? Veja bem, não falo em resolver o SEU problema, mas resolver todo o problema: o seu; o dos seus semelhantes irresponsáveis que abandonaram os cães; o problema dos cães (sim, espantosamente eles são seres vivos e também têm problemas a serem resolvidos); da falta de programas educacionais e de políticas que ensinem seres humanos a conviver com outros animais e punam aqueles que praticam atos de crueldade; resolver a nossa falta de ética; resolver os problemas das pessoas que dedicam a vida para cuidar de animais abandonados (leia-se: tentam tratar alguns sintomas resultantes do caos que envolve toda a questão). Todas essas situações não resolvidas se convergem a uma mesma palavra: egocentrismo.
Não há mais espaço em nossas vidas. São muitas novelas, muitas marcas de shampoo, muitas redes sociais, muitos sofás macios, muitas festas com muitas pessoas vazias... São tão poucos olhares, tão pouco interesse, tão pouco envolvimento, tão poucas ações, poucos abraços, carinhos, atenção, preocupação, tão pouco “amai uns aos outros”. Tão pouco amor. Reivindiquem amor! Sintam isso, doem isso. Doem uma visão mais ampla, doem seu tempo para fazer algo que possa transformar as vidas à sua volta, que possa efetivamente trazer alguma solução justa para todos os envolvidos e não apenas para você.
Enxergar o outro é amar. Preocupar-se com o outro é amar. Agir para fazer o bem ao outro é amar, é libertar-se do seu próprio cárcere de concreto egoísmo. Abaixo os cárceres privados. Vamos para a rua. .
[Escrevi isso hoje pela manhã, logo após ler mais uma reportagem com moradores reclamando da presença de cães de rua num bairro da minha cidade.]
Dia desses eu estava parada com o meu carro num semáforo e um rapaz se aproximou sugerindo uma limpeza de para-brisa em troca de algumas moedas. Não quis que ele limpasse. Não quis baixar o meu vidro e me expor. Estava sozinha no carro e a presença dele me incomodava pelo medo e o preconceito que estamos acostumados a sentir. Eu poderia ter telefonado para a Guarda Municipal e denunciado a presença daquela pessoa naquele local – e digo, envergonhadamente, que pensei em fazê-lo: isso resolveria o meu problema. Resolveria o MEU problema. E, afinal, o que a gente realmente quer é resolver o nosso problema, não importa a que custo.
Quem quer pensar no que seria feito com aquela pessoa se ela fosse retirada dali pelas autoridades? Quem quer pensar em por que ela estava naquela situação, em como é a vida daquela pessoa, pensar em qual é a nossa parcela de culpa pelo fato daquele semelhante estar ali? E, principalmente, quem quer pensar no que efetivamente poderia ser feito para ajudar aquele ser humano? Quem respondeu a essa última questão com um “deixa-lo limpar o meu para-brisa e entregar-lhe algumas moedas o ajudaria”, perdeu 30 pontos. Dar umas moedas é a [falta de] atitude mais egoísta que você poderia tomar. Com algumas moedas você se livra do incomodo de ter sido abordado por um desconhecido numa situação degradante e imagina estar pagando a sua parcela de culpa por deixa-lo naquela situação. Mas e aí? Fez a sua boa ação do dia, parabéns?
E aí você que já está com o para-brisa limpinho e já ganhou uma estrelinha no caderninho de Deus por ter sido tão compassivo por menos de R$ 2, chega à sua casa e vê alguns cães morando na sua rua. Eles te causam problemas, pois querem sobreviver e rasgam o seu lixo; querem se defender e latem em frente ao seu portão; e é óbvio que o seu lixo dentro de um saco e seus ouvidos poupados da voz desses seres inferiores são muito mais importantes que a vida deles. Você quer que eles saiam de perto de você, não importa se irão passar o resto de suas vidas enjaulados – assim como os criminosos, embora os cães não tenham nem mesmo cometido algum crime. No fim você é exatamente como a pessoa que lhe causou esse transtorno: não quero esse problema para mim, quero passa-lo para frente. Acontece que os problemas não são resolvidos em cárceres: os problemas são escondidos em cárceres.
Quem quer pensar em por que estes cães estão na rua, pensar em qual é a nossa parcela de culpa por eles estarem naquela situação? E, principalmente, quem aí quer pensar no que efetivamente poderia ser feito para ajudar a resolver a situação? Veja bem, não falo em resolver o SEU problema, mas resolver todo o problema: o seu; o dos seus semelhantes irresponsáveis que abandonaram os cães; o problema dos cães (sim, espantosamente eles são seres vivos e também têm problemas a serem resolvidos); da falta de programas educacionais e de políticas que ensinem seres humanos a conviver com outros animais e punam aqueles que praticam atos de crueldade; resolver a nossa falta de ética; resolver os problemas das pessoas que dedicam a vida para cuidar de animais abandonados (leia-se: tentam tratar alguns sintomas resultantes do caos que envolve toda a questão). Todas essas situações não resolvidas se convergem a uma mesma palavra: egocentrismo.
Não há mais espaço em nossas vidas. São muitas novelas, muitas marcas de shampoo, muitas redes sociais, muitos sofás macios, muitas festas com muitas pessoas vazias... São tão poucos olhares, tão pouco interesse, tão pouco envolvimento, tão poucas ações, poucos abraços, carinhos, atenção, preocupação, tão pouco “amai uns aos outros”. Tão pouco amor. Reivindiquem amor! Sintam isso, doem isso. Doem uma visão mais ampla, doem seu tempo para fazer algo que possa transformar as vidas à sua volta, que possa efetivamente trazer alguma solução justa para todos os envolvidos e não apenas para você.
Enxergar o outro é amar. Preocupar-se com o outro é amar. Agir para fazer o bem ao outro é amar, é libertar-se do seu próprio cárcere de concreto egoísmo. Abaixo os cárceres privados. Vamos para a rua. .
[Escrevi isso hoje pela manhã, logo após ler mais uma reportagem com moradores reclamando da presença de cães de rua num bairro da minha cidade.]
sábado, abril 13
sexta-feira, fevereiro 22
Amigos...
... por favor, estamos precisando de uma forcinha. Falta dindim para pagar o tratamento médico de 3 cães e a manutenção de outros 25. Quem puder fazer uma boa ação, aqui está a chance. A hora é agora.
Obrigada!
Obrigada!
sexta-feira, fevereiro 1
Pois bem...
Todo mundo está postando e eu ia seguir a moda, just in case de alguém ainda não ter visto... Paperman.
Mas então o Facebook resolveu me presentear com uma maravilhosa indicação de página e toda a doçura que a Disney me proporcionou foi para a casa do c@%@?$0.
"BeefPoint - ponto de encontro da cadeia da carne - www.beefpoint.com.br" foi a indicação do Facebook.
Nem vi muitas coisas na página. Parei no logotipo:
Mas então o Facebook resolveu me presentear com uma maravilhosa indicação de página e toda a doçura que a Disney me proporcionou foi para a casa do c@%@?$0.
"BeefPoint - ponto de encontro da cadeia da carne - www.beefpoint.com.br" foi a indicação do Facebook.
Nem vi muitas coisas na página. Parei no logotipo:
É sério que estamos tão doentes a ponto de achar legal colocar um ser vivo, em pé, com o corpo todo fatiado, aparentemente tranquilo nesta situação, nos observando com calma, assim como na ilustração acima? Vivo, fatiado E tranquilo? Oi?
quarta-feira, janeiro 23
O cara diz que arrancou os dentes de um cão dentro de um matadouro de bovinos clandestino. As pessoas se importam em protestar pelo cão, mobilizam o país para protestar pelo cão... Adoraria saber o que os bovinos têm de tão deplorável a ponto de não merecerem um mínimo de respeito e consideração, nem mesmo entre os ditos protetores "de animais" (que eu chamo de protetores de cães e gatos).
O especismo segue firme e forte. É triste.
O especismo segue firme e forte. É triste.
domingo, dezembro 23
Emocionante...
"Fadjen é um touro espanhol que estava destinado a morrer durante uma tourada, por ser considerado bravo. Mas por cruzar o caminho de Christophe Thomas, Fadjen teve um destino diferente.
Ele foi adotado por esse jovem fazendeiro que lhe proporcionou uma vida digna em um espaço adequado para as suas necessidades, dando-lhe amor, carinho e criando um elo de tirar lágrima dos olhos.
Agora, Fadjen se tornou um poderoso símbolo da não-violência. Sua história é a bandeira da luta contra as touradas."
O vídeo é apenas LINDO. Podem assistir. Ele mostra um bicho sensível, alegre, carinhoso e inteligente interagindo com um ser humano... São dessas coisas que eu me lembro quando digo "não" a um bife.
Ele foi adotado por esse jovem fazendeiro que lhe proporcionou uma vida digna em um espaço adequado para as suas necessidades, dando-lhe amor, carinho e criando um elo de tirar lágrima dos olhos.
Agora, Fadjen se tornou um poderoso símbolo da não-violência. Sua história é a bandeira da luta contra as touradas."
O vídeo é apenas LINDO. Podem assistir. Ele mostra um bicho sensível, alegre, carinhoso e inteligente interagindo com um ser humano... São dessas coisas que eu me lembro quando digo "não" a um bife.
sábado, agosto 18
Abra a boca e feche os olhos.
Eu tento não me repetir nesse assunto o tempo todo para não cansá-los com a minha ladainha, mas tem horas que realmente não dá. Minha revolta é maior que qualquer noção de conveniência. Me perdoem. Quem não quiser ler, é só parar.
Vocês viram o vídeo que foi exibido hoje na TV aberta [pelo menos duas vezes na Rede Globo] onde funcionários de uma granja jogam, chutam, dezenas de milhares de pintinhos VIVOS para dentro de uma vala? Além disso, mandam milhares de ovos direto para o lixo para que não nasçam os caçulas.
Motivo? A ração está cara.
MOTIVO? $$$$$$$$$$$$$.
Se já vemos tantos casos de violência contra os animais que na nossa cultura são considerados de estimação [e eu vejo o tempo todo, ao vivo, as coisas mais cruéis que vocês podem imaginar], imaginem o que não sofrem nas mãos dos criadores os animais que são considerados simples mercadorias lucrativas... Dá para se ter uma ideia ao vermos um telejornal do porte do Jornal Nacional mostrando uma cena tão cruel com tamanha frieza. Mais de 100 mil bebês sendo violentamente assassinados por pura ganância e a Patrícia Poeta narrando tudo como se estivesse apresentando os gols da rodada do Campeonado Brasileiro!!! Gente, PELO AMOR DE DEUS, onde foi parar o respeito à vida? A ética, onde foi parar, seres humanos? Quais são os valores que estamos preservando? Não sei fico mais indignada com o assassinato ou com a falta de indignação e atitude das pessoas.
É uma tristeza tão grande que eu nem sei descrever.
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