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domingo, fevereiro 17

Acorda pra vida!

Ao dizermos "o amor é cego", pensamos imediatamente - para não dizer exclusivamente - na cegueira que afeta a nossa percepção em relação à pessoa amada.
Somente hoje, ao observar um certo alguém louco de amores por uma determinada criatura, percebi que, na realidade, a cegueira do coração modifica o mundo. Ficamos cegos para as obviedades; Ficamos cegos para as coisas que acontecem ao nosso redor; Cegos para enxergarmos as pessoas que estão por perto; Cegos para visualizarmos qualquer outra possibilidade de existência sem o ser amado.
E eu pensado nisso somente agora, com a minha certidão de nascimento completando 30 anos de existência e trazendo na bagagem dois longos [ex-]namoros (6 e 4 anos).

sexta-feira, fevereiro 15

[desculpem. estou sem psicólogo. virem-se comigo.]

O constante pensamento "eu não tenho nenhuma habilidade ou conhecimento profundo sobre nenhum assunto" revela minha preguiça crônica, minha hereditária falta de memória, minha baixa auto-estima ou tudo isso junto?

quarta-feira, fevereiro 13

Maquininha de remoer emoções.

Estava vivendo num estado de constante estresse. Não costumo deixar que nada transpareça. Só a irritabilidade e o mau humor poderiam me denunciar, mas como já fazia anos que cultivava um humor infernal, ninguém nunca notou a diferença. Ninguém, com exceção do meu estômago. Criei uma maquininha de remoer emoções.
De vez em quando ainda me lembro que ela existe. Vez ou outra acabo colocando-a para trabalhar - a gente cria um certo apego pelas coisas que nos fazem mal, vai entender. "Vez ou outra"... Só pelo fato de conseguir escrever isso ao me referir à frequência de utilização do meu pobre estômago como segurador da minha barra, preciso me aplaudir.
Não é fácil. Não é fácil reconhecer, nem aceitar, quanto mais tomar atitudes. Mas, olha, tomemos mais atitudes. Não subestime suas dores. Não subestime seus problemas. Por menores que eles pareçam ser, às vezes a gente simplesmente não consegue se libertar. Às vezes precisamos de ajuda.
Comece escrevendo e conversando. Não guarde. Não se apegue. Fale. Solte. Troque ideias. Abra suas portas, suas janelas, deixe ir. Com tudo aberto você acaba dando chance para outras coisas entrarem, até mesmo coisas boas. Dê abrigo para elas. Para as coisas boas. E siga fazendo a faxina. Chega um dia que fica fácil.

terça-feira, novembro 13

Acho que é sobre dicionários.

sinceridade
sin.ce.ri.da.de sf (lat sinceritate) 1 Qualidade de sincero. 2 Franqueza, lealdade; ausência de dobrez ou de hipocrisia; lisura de caráter. 3 Palavras ou observações sinceras. Antôn (acepções 1 e 2): fingimento, hipocrisia.

Que palavrinha difícil, hein! Você leu? Entendeu direitinho o que ela significa? Consegue, sinceramente, usar a palavra "sincero" como adjetivo para você mesmo? Sim, sério! Sem redundância.
Tem hora que dá medo, insegurança. Tem hora que fere o ego. Tem hora que a gente prefere os jogos, o teatro, a fantasia. Tem hora que machuca: a gente, os outros, todo mundo. Acho que ninguém tem cacife para atirar uma primeira pedra, mas todo mundo quer meter logo é uma "chuva de granito" - como diria minha avó, rs - no baile todo.
[Mas sabe que no meio desse papo sem pé nem cabeça, olhando o dicionário, falando da minha vovó, encontrei uma outra definição, bem bacana, para "granito"?]

granito
gra.ni.to sm Reg (Minas Gerais) Sol ou calor intenso, depois de muitos dias chuvosos.

Vem lá da terra da Marie e, olha só: uma rocha eruptiva se transforma num lindo dia de Sol através de uma busca super rápida num dicionário! A nossa busca é bem mais complexa, mas será que é impossível? Será que esse lindo Sol que é a franqueza e a lealdade não consegue derreter esse nosso duro muro de granito, medo, ego e encenação?
Que exercício! Tenho pensado muito nisso e travado graves batalhas internas e externas para não me perder nessas pequenezas que a gente mesmo produz ou que sofremos diariamente. O tal do granito (última vez que falo dele, prometo) também é feito de pequenos grãozinhos agregados. A gente vai se acostumando a juntar esses pedregulhos e nem percebe o peso que está carregando, no fim das contas. Melhor seria se largássemos tudo pelo caminho. Aí, se juntássemos tudo depois, os meus, os seus, os deles, daria para fazer um montão de areia. Então, já temos o Sol, a areia, a água do "depois de muitos dias chuvosos"... Pô! Taí uma praia! E de água de chuva, água doce, por que água salgada ninguém merece, nem o escorrer dos olhos.

quinta-feira, setembro 6

sem verificar o que é certo ou errado, o que é bom ou ruim. é mera observação.

sabe o que me assusta mais que pessoas fanáticas? pessoas que não se aprofundam em nenhum interesse. assim: gostam de qualquer estilo musical e não têm um(a) cantor(a), música ou banda predileta; não têm um ator ou atriz, um(a) pintor(a) ou uma celebridade qualquer que afirmam admirar de verdade; não ligam para religião alguma, nem para política; não sabem dizer o nome de um filme que possam chamar de preferido; não sabem dizer o nome de um livro que tenham lido e gostado muito; o nome de uma rádio que gostem de ouvir; o nome de uma marca de roupas e/ou de calçados que lhes chamem a atenção; não têm interesse específico em um idioma, um instrumento musical, uma comida típica, uma espécie de planta, uma modalidade esportiva, um evento... enfim.
não é preciso ter tudo isso ao mesmo tempo agora, mas uns dois ou três quesitos deveriam [ou não?] ser preenchidos com facilidade. [será que não?]
para esse tipo de pessoa, parece que qualquer coisa, do jeito que for ou vier, está bom. a vida é um passeio interessante, mas que dispensa concentração.
você conhece alguém desse tipo? eu conheço no mínimo uma dúzia. e tem dias, em contato com algum deles, que meu queixo cai.

quinta-feira, janeiro 26

Alguma coisa está fora da ordem...

Sabem quando não tem nada aparentemente errado, tá tudo direitinho, as coisas vão indo como tem que ir, mas... a gente está com aquela sensação de que há algo errado? Um estranhamento, alguma coisa que não se encaixa muito bem, um lance meio que intuitivo, uma sensação de que estamos deixando escapar alguma coisa, mas ao mesmo tempo nada de concreto??

Pois é, tô assim hoje... um saco isso, viu.

sexta-feira, dezembro 23

e você, como faz?

você também tem seus rituais de natal e reveillon, sim senhor. ainda que seja uma coisinha miudinha, mas que sempre precisa ser feita da mesma maneira todo o santo ano. eu por exemplo, sempre passo o natal com a minha família. todo o ano a gente faz pelo menos uma ceia e se cumprimenta à meia-noite. de vez em quando troca presentes, de vez em quando faz um amigo secreto rapidinho, mas de praxe, todo o ano tem uma ceia e uns abraços rolando entre os dias 24 e 25 dos dezembros.
não costumo dar presentes no natal, pois acho uma droga comprar coisas de forma obrigatória para uma tonelada de pessoas ao mesmo tempo. na melhor das hipóteses, perde-se um tempo enorme para encontrar alguma coisa que realmente se pareça com algo que você queira dar para cada indivíduo. isso na melhor das hipóteses, por que quando não se encontra algo desse tipo, é preciso comprar qualquer outra coisa, só para não dar presente para um e não dar para outro... enfim, é um saco.
no reveillon, meu ritual é vestir uma roupa nova, nunca usada. não faço questão de usar uma cor específica, até por que se a paz realmente viesse para todo mundo que usa branco na virada do calendário, o mundo estaria um paraíso. maaaaaas, por mais que a gente não acredite em muita coisa, os inícios de anos sempre nos dão um gás e uma vontade de mudar e melhorar as coisas, não é não? então eu sempre faço pedidos e mando os meus desejos para o universo nas primeiras horas dos dias primeiros de todos os janeiros. de alguma forma eu sinto que há uma vibração boa quando esse monte de gente resolve enviar seus desejos num mesmo momento e que, então, deve haver alguma significação maior do que a gente consiga compreender, algum tipo de movimentação no universo ou algo que valha, sei lá eu... eu sei que eu participo disso.

e com você? quais são os rituais?

sexta-feira, dezembro 2

"(...) De qualquer forma, a ideia de que somos todos iguais diante do amor, e que a única dificuldade está em encontrá-lo, me parece falsa – ou pelo menos exagerada. Postos diante da possibilidade do amor, uns não conseguirão reconhecê-lo e outros terão impulso de afastar-se. Poucos serão capazes de abraçá-lo assim que ele virar a esquina. Somos diferentes também nisso. (...)"

Um baita texto, vai lá ler.

quarta-feira, agosto 10

O passado, nosso juiz...



Alfred de Vigny:
"Uma grande vida é um sonho de infância realizado na idade madura".

- Para quem você escreve ?
- Georges Bernanos: "Para o menino que fui."

terça-feira, julho 19

estão insistindo, então eu volto...

por quase dez anos seguidos estive envolvida em projetos ligados às artes cênicas. eram cursos, montagens, grupos teatrais, tudo ao mesmo tempo, de segunda a sexta-feira e nos finais de semana também, inclusive os amigos das noites de sábados e domingos eram "o povo do teatro". se não fosse a minha preguiça, inclusive, de ir até ali na delegacia regional do trabalho, eu já poderia ter meu registro de atriz profissional. e eu adorava tudo aquilo e tudo me dava prazer.

antes de completar os dez anos, porém, terminei um curso profissionalizante, encerramos a vida útil de uma montagem e naturalmente eu dei uma pausa nas cênicas em minha vida. a pausa já irá fazer seu terceiro aniversário.

dia desses recebi e-mail de um amigo convidando para um projeto teatral que ele está organizando. uma semana depois recebi o telefonema de um outro amigo, me chamando para participar de um curta-metragem. no dia seguinte, mais um e-mail, agora do conservatório teatral onde me formei, convidando para um teste para montagem de uma companhia estável...

eu sou uma criatura que não bota muita fé em coincidências e acasos, não bota fé nenhuma em destino, mas acredita piamente em conspirações do universo [organizadas pelos astros, pelos deuses, sei lá] que tentam nos indicar alguns caminhos...

já aceitei participar do curta-metragem. agora é pensar nos palcos...
a dica tá dada, basta eu escolher se escuto ou não.

quinta-feira, junho 30

Crescer

Lili me fez aqui ficar pensando na infância, e acaba que me sinto obrigada a discordar dela. Não acho que a existência na infância e na adolescência tenha essa plenitude toda não. Em muitos aspectos, agradeço por já ser adulta e por ter ultrapassado fases tão terríveis da vida.

Acho que poucas coisas podem ser mais antônimas do que segurança e liberdade. Quando crianças somos (em lares normais, é bom que se diga) superprotegidos, mas não temos liberdade... esse balanceamento vai se invertendo no decorrer da vida, e é certo que conforme os anos vão passando, a segurança vai indo embora junto com as nossas certezas e os nossos heróis, e dando lugar à liberdade que vamos conquistando aos poucos, até que, finalmente adultos, maduros, já não temos proteção nenhuma, certeza nenhuma, a vida está inteiramente nas nossas mãos, mas em compensação - que maravilha - é uma página em branco que temos à nossa frente, à nossa disposição para qualquer loucura, qualquer erro, qualquer burrada. Não, não se pode voltar atrás, não há segunda chance, a trajetória não pode ser apagada, mas sempre há futuro e, não importa qual seja o seu tamanho, ele sempre será uma imensa página em branco à nossa disposição.

Tentei me lembrar das coisas que me afligiam na infância - os terrores noturnos, o medo de dormir sozinha, não poder fazer o que eu queria na hora em que eu quisesse, e o não entendimento. Não entender era o pior, porque quando a gente é criança não entende porque tem que ir pra escola, porque tem que comer verdura, porque tem que dormir cedo, porque tem que ser educada com as visitas, porque tem que escovar os dentes... e não adianta dizer que no futuro a gente vai entender tudo e vai ver o quanto era bom, porque isso vai ser bom no futuro! Na hora, no decorrer dos quatro, sete, dez anos, a gente se revolta, chora, se indigna e o sofrimento é bem, beeem real.

Eu também tenho esse ímpeto de proteger crianças. De querer abraçar. De olhar para os seus olhinhos ingênuos e felizes e quase morrer de dor, desejando do fundo da alma que elas pudessem não crescer para não sofrer. Só que eu acho que isso no fundo, é um equívoco. O que eu queria, de verdade, era que elas crescessem mantendo aqueles olhinhos. Olhinhos que eu até vejo em alguns adultos, e invariavelmente, são exatamente os adultos pelos quais eu me encanto e me apaixono.

Não sei se existe alguma fase da vida em que a gente possa experimentar essa plenitude, essa sensação de existência inteira. Mas, se existe, certamente não é a infância. Dizemos às crianças que ser adulto é ruim, somente porque aqueles monstros da infância não nos assustam mais. Mas nos esquecemos que, com a mais absoluta certeza, os nossos monstros da maturidade, que nos enchem de dúvidas, esmagam nosso peito e nos tiram o sono, não representam nada, rigorosamente nada, absolutamente nada para uma criança. Mas eles existem! Tanto os deles quanto os nossos... são monstros que nos acompanham no decorrer da vida e apenas trocam de nome e de formato. Mas nunca deixam de nos rondar.

Talvez o segredo para levar bem a vida e o passar dos anos seja mesmo acreditar que o melhor momento é sempre agora. Livres, apavorados, culpados, perdidos, inseguros. Mas vivos agora. Com o futuro inteirinho pela frente... quanto tempo ele vai durar? Um dia, um ano, dez, cinquenta? A gente não sabe... mas isso, o bebezinho que acabou de nascer, que está abrindo os olhos pela primeira vez nesse exato momento também não sabe. Para nós, como para ele, o futuro é uma coisa só. A página em branco que é só, e inteiramente, nossa.

síndrome de peter pan e/ou saturno retornando a toda

e tem uma historinha que roda o mundo em correntes de e-mails atribuída a charles chaplin [e sabe-se lá se é dele mesmo, nunca me preocupei em confirmar] que fala sobre uma vida perfeita correndo ao contrário: velhice, e em seguida fase adulta, adolescência, infância, orgasmo e fim [acredito que todo mundo já tenha lido].
é uma angústia ter tanta certeza de que a plenitude do viver livre, com tranquilidade, despreocupado, leve, quase sem responsabilidades, feliz, está estacionada entre a infância e o início da adolescência da pessoa e que quando a gente chega à fase adulta, fodeu, passou, não tem volta... não estou dizendo que não vivemos essas coisas boas em outras fases, mas atenção à palavra PLENITUDE.

e acho mega gozado quando alguém tenta convencer uma criança de que ela está no melhor momento da vida e ah! se ela soubesse como é chato ser adulto... parece que a gente se vê de tal forma na criança que é quase um diálogo desesperado num espelho do tempo: a gente quer convencer a nossa pessoa em versão criança daquilo que estamos dizendo, pois nos diziam essas mesmas coisas e não dávamos ouvidos. não tínhamos o parâmetro de comparação, nenhuma outra fase da nossa própria vida que pudéssemos botar na balança e checar como aquela lá era boa mesmo! agora que há o parâmetro, não há mais a criança e não há como voltar lá.
mas e quem poderá dizer se é mesmo melhor viver sem ter noção dessas coisas?
acabaríamos vivendo preocupados em verificar se a "plenitude" estava sendo bem aproveitada e estragaríamos tudo?

segunda-feira, maio 9

não é possível distinguir todas as coisas que estão jogadas numa mesma vala profunda. e se essas coisas têm pesos, cores, medidas diferentes, mas o hábito ou a preguiça te faz enxergar todas da mesma maneira, chega a ser doloroso.
foram TRÊS canetas que não funcionaram quando precisei anotar uns números de telefones... [e já me disseram aqui: se houvessem quinze, as quinze não funcionariam]
por que as pessoas trocam tanto de aparelho celular? por que os perdem tanto, são tão roubadas, os deixam tanto cair nas privadas?
na sexta-feira próxima estou indo para são paulo [por isso anotando os celulares, de amigos de lá...] coisa que não faço há um bom tempo.
as coisas mudam muito de sabor. já foi pura ansiedade, diversão, loucura, saudade... hoje é outro negócio, que eu nem sei qual é.

segunda-feira, outubro 25

Frustração é ficar parado na encruzilhada.

O Rio Grande do Sul é um Estado de gente maniqueísta. Boa parte da população desconhece que entre o preto e o branco há uma enorme gama de cinzas. Aqui o cara ama o PT ou odeia e não pode nem ouvir falar. Aqui o cara é viado ou é homem (e usam exatamente essa expressão, homem, como se os gays fossem ETs). Vai daí que as criatura com os pino da cabeça frouxo feito eu, se divertem tirando sarro das pessoas mais ortodoxas (que são muitas, soltas por esse mundo). Uma diversão solitária, por que 90% dos seresumanos sofrem de preguiça mental e não acompanham linearmente um raciocínio sarcástico. Com o irônico a estatística é pior. Mas o caso é que no meio desse monte de gente xiita que faz a diversão da minha pessoa, GRENAL com empate me deixa com gosto de xuxu na boca.

quinta-feira, setembro 9




A sensação de andar de bicicleta, em um dia ensolarado é algo de maravilhoso. Quando eu era pequena, e as ruas eram seguras, eu adorava correr, fechar os olhos por alguns instantes e sentir o vento batendo no rosto.

Mas a gente cresce e acaba esquecendo que sensações maravilhosas estão muitas vezes ao nosso alcance de forma bem simples.

Hoje, depois de quase chorar de medo de cair da bike,consegui andar durante 2 horas. Com o vento e o sol batendo no rosto....

Neste momento, sentada no sofá, com os pés para cima, descabelada e cheirando a suor, posso dizer: valeu a pena!

E não é assim que deveriam terminar todos os dias da nossa vida?

Valendo!

quinta-feira, setembro 2

*** em fase de teste ***

todo mundo sabe, ?, "brilho eterno de uma mente sem lembranças"? pois bem. estou em fase de teste num processo que promete trazer um resultado mais ou menos aquilo. não precisamos de máquinas mexendo em nossas cabeças, nem remédios, nem médicos, nem qualquer tipo de apoio de outros seres humanos para fazer o serviço imediato. that's all by yourself. o trabalho consiste em substituir os trechos do seu hd cerebral que contenham lembranças e energias ruins, por memórias de fases e coisas boas. por isso eu guardo e sempre guardei histórico de tudo: e-mails, fotos, diários, etc. rever, reler, "re-sentir" [se é que eu inventei uma palavra], reviver bons sentimentos, desejos, alegrias e usar tudo isso como um ctrl+c e ctrl+v, até esquecer o que não presta lembrar, pode operar milagres.

quinta-feira, agosto 5

sábado, julho 31

aromas e saudades

O meu encantamento com aromas faz parte do que eu sou. Acho o olfato um sentido fascinante. Sentindo cheiros sou capaz de voltar o tempo e ir além do cotidiano.

Coleciono aromas em vidros vazios de perfume, em vidros cheios de temperos, em objetos do dia a dia.

A história da minha vida pode ser contada em um breve soprar do vento....

quarta-feira, julho 28

O inconsciente e o giz de cera cololido

Solineuza informa que New York tá bombando. Imagino o que ela não deve estar fazendo nos provadores das lojas phenas... Adelaide informa que não vai acordar de madrugada em Bagé, conforme ela mesma havia sugerido, para chegar em Gay Harbour a tempo para o almoço. Aposto que foi Carminha, a irmã santa que ele arrastou pressa indiada, quem colocou juízo na cabeçinha de pica-pau oca da loiragorda.
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Ficar e permanecer amiga dessas duas mongas é uma das cruzes que eu carrego.
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Ontem a manicure me tirou da cama às 2hs por que a filhinha de 3 anos sentia dores na barriga e tinha muita febre. Atravessei a cidade, me enfiei num bairro barra-pesada e fui buscá-las para levá-las ao hospital. Não tinha ninguém, nenhuma criança, zero pessoa para ser atendida na ala do SUS do Hospital Santo Antônio da Criança. Ninguém, além de nós.
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Duas horas e meia depois, precisamente às 4:47hs, o plantonista do SUS fez a gentileza de vir falar conosco. Claro que Rose Foncee já tinha ido checar e descobriu que na ala dos convênios tinha uma menina fazendo nebulização de 30 em 30 minutos e um bebê de 14 dias que fora baixado. O plantonisca estava dentro do hospital.
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Nada, absolutamente nada justifica deixar uma criança doente esperando atendimento por duas horas e meia, em plena madrugada fria de inverno, se não haviam outras crianças doentes na fila de espera para serem atendidas primeiro.
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Cada vez que os senhores bebem leite, tomam um ônibus, ligam o interruptor de luz ou fazem qualquer outra atividade que não seja respirar, os senhores estão pagando o meu salário. E o salário dos plantonistas do SUS.
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Tudo isso é pra dizer que se o pessoalzinho chaaato e cafona do judiciário se acha Deus, os médicos tem certeza que são os mais próximos disto, seja lá o que isto signifique.
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Falando em Deus, sonhei que estava grávida e sentia muito enjoo (oi?), daí fui atendida pelo Foreman e depois Chace foi me informar que o diagnóstico era doença auto-imune. Grávidez como doença auto-imune e a médica-da-cabeça em férias! Ganha uma bala quem adivinhar a reação da pessoa.