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quarta-feira, setembro 11

Meu carro estacionado na rua há 4 horas, o cara havia acabado de estacionar o dele bem na frente do meu. Tinha mais uns 20 carros na rua, mas ao me aproximar, uns 15 metros de distância ainda, o cara pergunta: Dá para sair?
Olhei para trás e chequei se ele não estava falando com outra pessoa:
- Oi?
- O seu carro é o vermelho, né? Você vai conseguir sair ou quer que eu ajeite o meu?
- ... Não, não... Dá para sair, de boa. (sinal de jóia)

*

Como assim, eu tenho CARA de carro vermelho? Tá bom que eu tenho cabelo vermelho, uso bolsa vermelha, chaveiro vermelho... Ah, tá. Entendi. Esquece.

quinta-feira, fevereiro 14

Que tempos!

A febre do momento na roça - além das reuniões em postos de combustível e da adesivagem de carros com imagens que lembram histórias em quadrinhos - é fazer festa de aniversário com mais de 500 convidados via Facebook. Cada qual leva a sua própria bebida E o seu método de mantê-la gelada, se for seu desejo. O aniversariante não conhece nem 10% dos convidados.
Eu, que acho tudo muito estranho, estou convidada para uma meia dúzia de festas de gente que nunca vi. Não vou. Eu sou uma velha. Não me adapto.

sábado, fevereiro 2

Triste retrato da vida de uma quase 30...

A adulta [no caso, eu - sim, eu sou adulta] presa dentro do carro em meio a uma tempestade com granizo e rezando para que as pedras não amassem a lataria, enquanto uma meia dúzia de crianças vestem biquínis, tomam banho e brincam na rua, na chuva, em meio às pedradas, nem aí...

sexta-feira, janeiro 25

Momento David Lynch.

Juro.
Um Passat branco.
Um Passat branco com a frente toda batida.
Sobre essa lataria amassada, um adesivo gigante da TIM.
No volante um cara vestido e pintado de palhaço.
Foram tantas surpresas consecutivas que eu devo ter feito uma cara muito estranha.
O motorista palhaço me acenou um "Oi" e eu revidei.
Vai saber.

segunda-feira, janeiro 7

Visões de mundo.

Num momento de insanidade, desespero, excesso de cachaça, sei lá eu, pedi para um amigo me incluir numa viagem de Reveillon que não tinha nada a ver comigo: acampamento na praia. Detesto acampar. Não gosto de ir à praia. De qualquer forma, fui, com as referências de Camping que eu tinha (já acampei várias vezes) e com a maior esperança de curtir a viagem.
Primeiro momento de desespero: só era possível acessar a praia com uma hora e meia de trilha ou pegando um barco, com isso o meu carro teve que ficar abandonado na casa de um desconhecido que cobrava 10 contos por dia para emprestar o seu quintal. Ok, sigamos.
Segundo momento de desespero: caiu uma baita chuva no primeiro dia, o que de cara já encharcou meu travesseiro, um cobertor, minha mala, algumas roupas dentro da mala... Além disso a praia ficou sem energia elétrica, portanto, nada de banho quente no primeiro dia. Nos outros dias ainda enfrentaríamos filas cada vez maiores para banhos e sanitários. Ah! Sinal da TIM? Esquece. Sem celular, nem para avisar a família que você está vivo.
Rolou toda aquela coisa normal de acampamento: não é possível dormir após as 8 da manhã por conta do calor infernal, não é possível viver sem repelente, não é possível comer de forma razoável... Para piorar, esqueci meus dois livros e meus óculos escuros no carro. No terceiro dia eu estava entrando em desespero: peguei minhas trouxinhas, entrei num barco e saí de lá decida a procurar um lugar minimamente habitável para sobreviver até o dia de irmos embora.
Terceiro momento de desespero: chego no meu carro e ele está com o pneu furado, com um dos vidros traseiros aberto (e enfrentou dois dias de chuva dessa forma), há um carro bloqueando a minha saída (com isso eu não conseguiria ir para a cidade) e enquanto um amigo trocava o pneu, prensava o carro numa árvore ao subi-lo com o macaco.
Quarto momento de desespero: Sou obrigada a voltar para o acampamento. Lá, morta pela trilha, enfrento mais de uma hora de fila até conseguir tomar um banho e aos lavar os cabelos encontro uma massaroca que se formou depois de dias de sol, banhos escassos, areia e maresia... Tive que cortar um "dread" que se formou na minha juba e não queria se desfazer nem com todo o creme e trabalho manual deste mundo. Ah! Minha mão direita misteriosamente adquiriu uma queimadura estranha, talvez causada por limão, sei lá.

A esmagadora maioria das pessoas que esteve conosco classificou o local como "O paraíso". Eu me vi no inferno. Um mundo de gente sem um mínimo de conforto, sem um mínimo de higiene, sem um mínimo de segurança (nem colete salva-vidas nos barcos eles tinham), sem um mínimo de contato com o mundo e, ainda assim, tinha nego levando até bebê recém-nascido para este lugar!

Fora as pessoas maravilhosas que eu tive o prazer de conhecer por lá (e que não são de lá), a experiência me serviu para compreender que não existe o Paraíso. Não é possível. Acho que nem Deus conseguiria agradar a todos. Eu pretendo não voltar para a Praia do Sono nesta encarnação. Tem gente que está em depressão por ter voltado para a civilização.
Tem louco pra tudo. Até para se convidar para ir a um lugar desses.

[Lembrança da Praia do Sono]

domingo, setembro 30

Cozinhar seguindo uma receita é um treco muito complicado para amadores. Estou aqui, tentando fazer um rocambole [Sim. Riam. Sou uma amadora tentando fazer um rocambole] e me perdendo entre os 180º do forno que eu não sei se é baixo, médio ou alto; untando a forma e pré-aquecendo o forno só no final de toda a mistureba, quando finalmente cheguei nesta parte da leitura; sem noção para escolher uma forma que, segundo a receita tem que ser "média". Mas e o que seria uma forma tamanho médio, senhor?
Fico imaginando ainda como seria a vida do povo há alguns anos, sem ter sequer um Google para auxiliar. Vida de dona de casa é barra.

segunda-feira, abril 2

Doce Vida

08h03
- Bom dia,moço. Eu vim trazer o carro pra fazer o alinhamento. Já está pago, no sábado troquei os pneus, vocês fizeram o balanceamento mas o alinhamento não deu tempo, deixei combinado de trazer agora cedo...
- Mas o alinhador só chega às 09h00, senhora...
- Como assim?? Eu perguntei a que horas vocês abriam e o rapaz me disse que era as 08h0...
- A oficina abre as 08h00, mas o alinhador só chega às 09h00...
- Ah, claro! E se o que estava faltando para mim era o alinhamento e eu perguntei a que horas abria na segunda feira, claro que não deu pra deduzir que o motivo da pergunta era porque eu vinha trazer o carro, né! Decerto o rapaz pensou que era só por curiosidade, né... um hobby! Saber o horário de abertura dos estabelecimentos comerciais da cidade!!!
- O pai do alinhador está doente, no hospital, senhora...
- Tá, moço. Eu acreditaria se você já não tivesse me dito antes que o horário dele chegar é 09h00. Vem ca... porque vocês abrem as 08h00 se os profissionais só chegam às 09h00, heim??? Pra gastar mais luz, moço???!!!
- ...
- Deixa pra lá, moço, não responde não. Às 09h00 eu volto pra fazer o serviço...

08h35
- Alô, chefe? Bom dia!!
- Bom dia, Rose, tudo bem??
- Tudo ótimo, chefe, e você? Como foi o fim de semana? Então, hehehehehe.. adivinha, chefe! Estou com um probleminha aqui... os serviços nessa cidade estão cada vez piores, o senhor não acha?

(ainda bem que a semana vai ser curta, viu...)

quarta-feira, março 14

Doce Vida

- E veja que beleza a reforma que fizeram, Dona Rose... quebraram essa parede, e transformaram o quarto de serviço em uma continuação da sala, olha como ficou ampla!
- Ué, mas e as dependências de serviço, não tem mais?
- Então, assim como o que separa a cozinha da sala é um balcão, também não há mais o quarto de serviço. Só esse pequeno espaço aqui atrás... tanto a cozinha quando a sala ficaram maiores, tudo interligado...
- Mas onde é que eu vou guardar minhas quinquilharias??
- Então, temos esse pequeno espaço...
- Não, não cabe, magina... eu preciso de quartinho, sabe. Pra colocar a estante velha, guardar a papelada velha, os cadernos, a caixa de ferramentas, um pedaço de móvel que quebrou mas que pode ser útil um dia, caixas, sacolas de compra, essas coisas... nem que seja pra uma vez por ano fazer a superfaxina, jogar um monte de coisa fora e passar uns dias com a sensação de leveza suprema!
- Mas veja, é uma questão de adapt...
- Ai, não moço, pra mim não serve. Não me adapto não. É tudo branquinho demais, clean demais, não tem um cantinho... eu tenho trecos, moço. E preciso de lugar pra guardar meus trecos. E não são trecos bonitinhos não... é coisa empoeirada, manchada... são quilos de papel velho, lembranças de viagem, antigas apostilas, ventilador quebrado que eu vou mandar consertar um dia, sabe... caixas de fotos da época que não tinha máquina digital, vidrinho com pregos e parafusos, ferragens, enfeites que eu não uso mas que não tenho coragem de me desfazer... não dá. Não sou asséptica, desconfio de gente asséptica e acho que gente normal tem que ter um quartinho de despejo. Se for pra morar num lugar todo aberto desse jeito, me mudo de uma vez pra uma kitinete! Pelo menos é mais barato...

sexta-feira, fevereiro 24

Doce Vida

12h40
- Oi Carlos, é Rose! Tua oficina está aberta?
- Está sim, Rose, o que aconteceu?
- Então Carlos, roubaram o estepe do meu carro de novo. É daquele tipo que fica embaixo do carro, sabe?... arrebentaram a bandeja, tem um monte de ferro caído no chão... o que eu faço?
- Rose, não ande com o carro tendo ferros arrastando. Arrume um pedaço de arame grande, peça pra alguém amarrar os pedaços embaixo do carro, e venha até aqui que eu resolvo pra você.

Claro que eu não tinha arame e não tinha nenhum lugar pra comprar por perto... abri a bolsa e vi que por acaso tinha um bom rolo de fita adesiva - Vai ser com ele mesmo - pensei...

Olho pra um lado, olho pro outro... gente, cadê que eu tenho cara de pedir pra alguém deitar no chão, se enfiar debaixo do meu carro pra ficar amarrando ferro pra mim??!! Penélope Charmosa que sou, peguei a toalha que sempre tenho no porta malas, estendi no chão - sim, no meio da rua, no estacionamento público, no meio da brita e da terra - e deitei eu mesma, que nem uma mecânica pra resolver a coisa. Facílimo - fui enrolando os pedaços de fita adesiva, fazendo cordinhas, e amarrando os pedaços da bandeja quebrada da meneira que dava... tudo firme, levantei, ajeitei o cabelo e fui linda pra oficina...

13h15
- Rose, vou retirar a bandeja, dá pra soldar, você não vai precisar comprar outra não... fique com o carro e traga na segunda pra gente recolocar. Aí você compra outro estepe e fica tudo certo.
- Ai, Carlos, obrigada, viu... você é ótimo!
- Só não vá pegar estrada no fim de semana, heim... lembre-se de que você está sem estepe...

13h40
- Chefe, adivinha? Tive uns contratempos, vou me atrasar, viu... tô indo almoçar só agora. Não se preocupe, chefe, está tudo bem... Hahahahahaha, chefe o senhor é ótimo!!!

13h50
-Cheri, você já almoçou? Ai, espera um pouquinho, vou ver se estou muito suja, tive que deitar embaixo do carro, minha mão está suja de graxa... vou trocar de blusa e já volto...
Dei aquela conferida, e inacreditavelmente, não havia sujado nada, nadinha... só uma manchinha de terra na manga, uma coisa imperceptível...
- Vamos, Cheri, nem preciso me trocar. Consegui arrumar o problema do carro, deitar no chão, entrar debaixo do carro, amarrar um monte de ferragem sem empoeirar a roupa nem desmanchar o cabelo, tô impressionada comigo mesma! - Sou uma mecânica nata!!! Agora vamos almoçar, Cheri, porque trabalho braçal me dá uma fome...

14h15
E no restaurnate, enquanto eu me vangloriava pela vigésima vez por já estar com tudo resolvido, e principalmente por ter conseguido deitar no chão, entrar debaixo do carro, levar pra oficina, e resolver tudo sem nem precisar tomar um banho ou trocar de blusa pra voltar a trabalhar, me atrapalhei com o garfo, e virei meio prato de picadinho de carne e farofa, com li-tros de molho, em cima de mim... Tive que sair do restaurante e voltar pra casa pra trocar tu-do.

Ninguém merece, né.

terça-feira, janeiro 24

Doce Vida - A hora do almoço

Então a farmácia homeopática tem o óleo de andiroba recomendado pela Jujuba. Fica perto, apenas uns quarteirões daqui - resolvo ir andando antes de passar em casa pra almoçar.

No caminho, vejo que a passagem subterrânea finalmente foi reformada - e me dá aquela sensação estranha de que eu deveria estar satisfeita, mas não estou. Fizeram uma boa limpeza, colocaram corrimão na escada que dá acesso à rua, e fizeram iluminação embutida no chão - boas medidas, que trazem segurança pras pessoas, mas gente, tudo tão feio, com tanta falta de capricho, dá uma tristeza. Não que eu seja a favor de usar dinheiro público pra obras faraônicas ou pra delírios arquitetônicos, muito pelo contrário. Acho o cúmulo essas estações monstruosas de metrô que precisam desapropriar quase um bairro inteiro para serem construídas, cheias de granito e mármore, abomino o gasto com decoração cafona de natal em espaços públicos, mas assim... só porque é uma passagem usada por uma população menos favorecida, o serviço tinha que ser tão mal feito? O chão foi quebrado pra embutir a tal da iluminação, e depois cimentado por cima, ficou o piso velho, todo cheio de remendos de cimento no meio, uma coisa horrível. O corrimão, de má qualidade, aparafusado no chão, sem acabamento, sem pintura... custava usar um material um pouco melhor, fazer o serviço direito? Tá, ok, o principal é que agora a passagem está iluminada, tem segurança, mas poxa vida... vamos sempre continuar tratando pobres como gado nesse país? Um arrematezinho ia encarecer tanto assim a obra? Não era melhor ter economizado nas luzinhas de natal pra fazer um serviço decente pros pedestres que usam a passagem o ano todo?

Bom, passagem atravessada, andiroba comprada, e aí eu me lembro da ração dos cachorros que acabou - tem uma pet shop no caminho de casa e entro pra resolver isso.
- A senhora não prefere levar o saco de 7,5 kg, no lugar do de 2,5kg? Veja, sai pela metade do preço!
- Nossa, é mesmo, vou levar sim - e já vou passando o cartão, tudo certo.
- Então, não temos embalagem que caiba o pacote grande. A senhora quer que eu leve até o carro pra senhora?
- Ai, moço, não estou de carro não... tinha me esquecido desse detalhe... mas pode me dar o pacote aqui, que eu carrego sem problemas até em casa... magina, 7 kg, é menos do que uns saquinhos de compra no supermercado... e minha casa é perto...

E lá vai Rose Foncée, chiquérrima, pronta pra reunião importantíssima da parte da tarde, pela rua afora, carregando o saco de 7,5 kg de ração de cachorro, tal e qual uma estivadora do cais do porto... um luxo!

Almocinho da dieta - alface, tomate, pure de abóbora e carne moída magra - e enquanto almoço, vou folheando as receitas no livro de Nigella Lawson. Sim, sou uma masoquista!

Cachorros alimentados, louça lavada, e ainda me restam 30 minutos - acho que dá pra dar uma boa descansada. Recosto no sofá, fecho os olhos, tão bom... e aí a consciência começa a azucrinar - afinal, por que perder 30 minutos sem fazer nada, se dá pra passar o aspirador pela casa nesse tempinho, pra evitar ter que fazer isso à noite? Ah, Rose, magina... Mildred veio ontem, a casa tá limpinha, feche os olhos aí e descanse...E aí, é claro que a única coisa que eu conseguia enxergar era a poeira em cima do móvel, um bolinho de pelos de cachorro no canto da parede, e é claro que já não conseguia mais relaxar, imaginando ácaros voadores sobrevoando o apartamento... Menos de 5 minutos depois lá estava eu, aspirando tudo, dando aquela geralzona no apartamento. Terminei em cima da hora de voltar.

Cansa, mas dá uma sensação ótima saber que a lida já está toda cumprida antes das 14h00... agora, vamos lá, Rose, trabalhar... porque o dia está só começando.

sexta-feira, novembro 11

No supermercado...



Então a lista do supermercado lá de casa tava enorme, e a preguiça nos fez ir protelando, protelando, protelando... E então hoje de manhã não tinha nem uma frutinha, nem um queijinho, nada, nem para o café da manhã...

- Cheri, tenho dentista às 08h00, mas antes estou indo rapidinho ali no Carrefour Bairro, só para comprar um mamãozinho e um pãozinho pro café, e já volto, viu... à noite a gente faz a compra grande.

Mas então liga a secretária da dentista e desmarca a consulta... e eu lá, no Carrefour Bairro absolutamente de-ser-to às 07h30 da manhã. Na hora, sem pensar, decidi fazer a compra toda – já estava lá mesmo, né... peguei o carrinho e fui à luta. Tipo compra de mês mesmo, incluindo um novo balde tamanho extra-grande, embalagens grandes de produtos de limpeza, quilos de frutas, verduras, legumes, garrafas, pacotes de cereais, açúcar, comprona!!

E então, depois de passar tudo no caixa, dezenas de caixas, sacolas, etc, tudo já pago, embalado... me lembrei do pequeno detalhe de que tinha ido caminhando pro supermercado, sem a menor condição de carregar todas as minhas compras...afinal, era só uma sacolinha com um mamão e um pãozinho o plano inicial, né.

- Moça, você está passando bem?
- Tô sim, moça, to sim...tô só chorando, mas tá tudo bem, viu. Obrigada pela preocupação...

quinta-feira, outubro 6

Gastronômicas



Na segunda, só uma saladinha - pouca coisa em casa, preguiça de sair pra comprar, preguiça de inventar moda. Pra não ficar muito sem graça, piquei em cubinhos tomate e pepino, ambos sem sementes, para evitar que no fical ficasse tudo muito encharcado, uma cenourinha ralada, alface crespa e roxa, pequenininhas, bem picadinhas (o pão de açucar agora vende essas verduras na versão baby, pezinhos pequenos com folhas bem tenras... adorei, além de lindas são muito verdinhas, fresquinhas... demais!), um pedaço de queijo minas esfarelado, duas latas de atum bem escorridas e desfiadas, e só azeite pra temperar. Tudo bem misturadinho, facílimo, rápido... ficou tão bom!!

Terça, comidinha caseira, bem da dieta. Tenho feito arroz e feijão uma vez por semana e divido tudo em vários potinhos para acabar no máximo em um ou dois dias. Congelo tudo e vou tirando os potes conforme a necessidade. Tiro de manhã cedo e na hora do almoço já está descongelado, é só aquecer no microondas. Como a salada de segunda ficou boa, repeti a dose, desta vez sem o queijo e o atum. Só as verduras e legumes mesmo. E a boa e velha carninha de regime. Carne moída magra, moída duas vezes, feita com zero de oleo e gordura, temprerada só com um salzinho, um tiquinho de pimenta e, para dar gosto e ficar diferente, uma boa colherada de mostarda dijon. Deixo na panela até ficar sequinha e bem marronzinha. Não leva mais que 10 minutos, e o trabalho é zero. Não sei explicar, mas um pratinho de arroz com feijão e uma carninha refogada, tudo fumegante, acompanhado por uma saladinha fresquinha dão uma sensação tão boa, tão reconfortante...

Ontem à noite cortei berinjelas em fatias, coloquei para grelhar no grill, só levemente untado com azeite, e fiz uma bela lasanha de berinjela, sem massa nem queijo, bem leve... no pirex untado com azeite, fatias de berinjela, peito de peru, molho de tomate, umas azeitonas, depois mais duas camadas de cada. Por cima, tomate em rodelas, azeitonas, orégano e grãos de pimenta rosa e branca e cinco minutos de microondas. Claro que se eu tivesse polvilhado tudo com um belo parmesão e colocado no forno normal teria ficado muito mais apetitoso, mas simplesinha assim ficou com metade das calorias, o cheiro ficou delicioso, o aspecto idem, e no fim estava bem gostoso...

A gente às vezes até esquece o quanto é bom preparar uma comida, almoçar e jantar em casa, uma coisinha simples, mais caseira. Tão bom, gente... tão bom. Tô aqui pensando o que eu vou fazer hoje à noite... meus dias de cozinha estão sendo muito agradáveis.
23h. salvei minha casa de um grande vazamento de gás.
01h. não conseguia dormir por conta de um barulhinho insistente que descobri ser de uma barata passeando atrás do meu guarda-roupas.
01h15. quando estava chegando com a barata [empurrada na vassoura] na área externa da casa, vi que ela tinha uma amiguinha esperando por ela no jardim.
01h25. crise de choro e insônia. socorro.

quarta-feira, setembro 14

Doce Vida



Ai, gente e não é que a bola da vez lá em casa é a tubulação do gás? Minha conta veio o quádruplo do normal, fui ver o que estava acontecendo, crente que seria um vazamento bobo, mas não, né... claro que não! Comigo? Tem que ser alguma coisa dramática, o vazamento é na tubulação enterrada, tem que trocar tudo, vai ter que quebrar o chão da cozinha inteira, mais do hall do elevador, uma delícia total.

Perdi a manhã conversando com o técnico e agora simplesmente ninguém sabe me dizer se a responsabilidade pela troca é minha ou do condomínio. Sendo minha não sei se a imobiliária vai querer pagar (sim, porque na minha lógica ingênua, sendo inquilina, não tenho nada a ver com o raio da tubulação do prédio, enterrada na minha cozinha, certo?). A companhia de gás está estudando o "diagnóstico" feito pelo técnico para ver se vai fornecer o material para a troca ou se ele também terá que ser pago por mim/pelo proprietário/pelo condomínio. Em qualquer das circunstâncias os tubos, válvulas, etc, levam pelo menos duas semanas para serem entregues. Até lá, eu (ou o condomínio - incógnita...) tenho que ir atrás de um pedreiro porque o serviço de quebrar o chão todo e depois reconstruir tudo não é feito pela companhia de gás.

Perdi a manhã inteira com isso, à noite quando voltar tenho que ir atrás da síndica pra ver como começar a lidar com o problema e até que esteja tudo pronto tenho que manter o registro do gás, que fica do lado de fora do apartamento, fechado, sempre que não estiver usando. Sentiram, né? Cada vez que eu precisar ferver uma água pra fazer café tenho que ir lá fora, abrir o registro, voltar, ferver, sair de novo, fechar o registro...

AAAAAHHHHRRRRRGGGGGHHH!!!!!!!!!!!! E pensar que esse ano eu já tive que enfrentar área de serviço alagada, cano estourado, sofá que não passava na porta e pelo menos umas 6 lâmpadas queimadas ou com mal contato, esses horrores que não deveriam existir na vida de ninguém.

Tô num mal humor, gente... vocês nem fazem idéia, viu...

quarta-feira, agosto 31

Tem dias que à noite é melhor...



Tem dias em que a gente planeja tudo, confirma, organiza, com todas as cautelas possíveis e... dá tudo errado. A pessoa que tem a chave da sala atrasa, ocorre uma manifestação gigante em Brasília, São Paulo amanhece debaixo d’água, o prédio em Porto Alegre sofre pane de eletricidade... uma obra provoca um barulho ensurdecedor do lado de fora, pessoas não chegam, o equipamento de transmissão de imagem não funciona, o tempo vai passando, ficando escasso, a coisa não começa, e quando a gente percebe, a apresentação preparada com tanto zelo, organizada e pensada nos mínimos detalhes, foi por água abaixo... o técnico avisa que o conserto do equipamento vai demorar, os gerentes se impacientam, as agendas para remarcação ficam complicadas, o chefe fica furioso.

Tudo cancelado por absoluta falta de condições de prosseguimento, restam a frustração, a certeza de que daqui a alguns dias mais uma noite vai ser mal dormida, a ansiedade por não ter conseguido finalizar mais uma etapa do projeto, e uma irritação e dor de cabeça monstruosas! Sem contar a autoconfiança, que vai para o ralo numa situação dessas, não?

E estava tudo indo tão bem! Mas fazer o que, né... não é culpa de ninguém, são coisas que acontecem. Tem dias que vou te contar, viu! Affe!!

terça-feira, agosto 9

Novo Horário

E não é que o chefe não opos a menor objeção ao meu pedido de ajuste no horário de trabalho?

A partir de hoje, Rose Foncée terá um pouco mais de tempo na hora do almoço para cuidar das coisas do cotidiano, se exercitar, passear com o cachorro, e para compensar, ficará até mais tarde diariamente - um horário no início da noite que, pelo menos para mim, não faz mesmo a menor diferença; eram horinhas mortas em que eu ficava em casa meio de bobeira, esperando o amor chegar, sem fazer quase nada de produtivo.

Estou felicíssima com a troca!!

segunda-feira, agosto 8

Doce Vida



E lá fui eu aproveitar a hora do almoço na academia, para já me livrar do compromisso da malhação à noite. Tudo muito bem, animadíssima, a balança mostrando resultados promissores, mas eis que na primeira série de agachamentos, bem no comecinho do treino, eu ouço aquele barulhinho característico na hora em que estou me abaixando... sim, amores é isso mesmo que vocês estão imaginando - meu short rasgou. Na bunda. E justamente hoje, em que eu havia resolvido deixar a malha de lado e me exercitar só de short curtinho e pernas de fora, comme les garçons...

A primeira reação foi, discretamente, me encaminhar ao vestiário, trocar de roupa, pegar minhas coisinhas e me mandar o mais rápido possível... mas aí ponderei - o treino estava no comecinho; se eu não terminasse agora, ia ter que voltar a noite pra começar tudo de novo - e vamos combinar, minha hora de almoço já estava comprometida, eu já tinha tido toda a trabalheira de ir até a academia, trocar de roupa - só de pensar em me arrumar toda outra vez, para chegar à noite, colocar roupa de malhar de novo, ir pra academia de novo, já me deixou cansada e irritada...

Então, discretamente, passei a mão no local para ver a extensão do estrago, - grande o suficiente para ser visível, mas não tão grande a ponto de ser escandaloso - dei uma boa olhada - além de mim, só mais cinco pessoas malhando, todas concentradas em seus treinos; frequento a academia há tanto tempo que já nem conto mais o professor, a recepcionista e a moça da manutenção - eles já estão tão cansados de me conhecer que já tenho intimidade suficiente pra não ficar me preocupando muito com um detalhezinho bobo de um rasgão no short... sou praticamente peça de mobiliário da academia!! Me enchi de dignidade, fingi que não tinha nem percebido e terminei minha série calmamente, com a cara mais limpa do mundo, estóica! Agora já estou com a missão cumprida e a noite completamente livre, não é ótimo??!!

Se alguém reparou, disfarçou muito bem, viu... fingiram que não perceberam absolutamente nada! Gente muito fina e discreta, acho finíssimo e simplesmente a-do-ro!!!

quinta-feira, agosto 4

bom dia para você que quebrou o puxador do guarda-roupas rasgando o dedo no incidente, deu uma baita cotovelada na entrada da sala do escritório, derrubou uma pilha gigantesca de papéis e ao tentar salvá-los cortou outro dedo e agora resolveu comer um mix de castanhas... MAS QUEM FOI O MALDITO QUE INVENTOU DE COLOCAR SAL NUM MIX DE CASTANHAS???
arde, viu.

terça-feira, junho 28

Á Beira de um Ataque de Nervos!

- O prazo para entrega de um novo modelo de regulamento de avaliação que era no final de setembro, mudou. Agora é para depois de amanhã. A mudança ocorreu ontem, ou seja, dos três meses iniciais, agora tenho três dias.
- Final de semestre nos cursos de francês e espanhol. Provas escritas, provas orais, rematrículas, etc...
- Cheque especial sendo usado e sono tranquilo e reparador são coisas que não convivem juntas e pacificamente dentro da minha pessoa.
- Tenho que arrumar um tempo para ir ao supermercado, ao sacolão, ao cabelereiro, à pet shop, mandar fazer os novos óculos (o cachorro comeu a armação do último que mandei fazer), começar o tratamento prescrito pela clínica geral e ao detran.
- Armário, gavetas, geladeira, despensa, tudo caótico, precisando de arrumação...
- Contei pra vocês que o cachorro anda deprimidinho e que por conta disso tenho que dar uma passadinha em casa na hora do almoço todos os dias para pelo menos fazer um afagozinho nele?
- E contei também que estamos atrás de apartamento, e que brevemente encararemos uma mudança?

Entenderam, né amores? Considerem meus diazinhos de ausência como um alívio. Porque eu estou simplesmente in-su-por-tá-vel!!

Tô indo ali dar um piti e já volto.