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segunda-feira, fevereiro 20

O Artista


Sinto muito, Dama de Ferro. Adeus, Hugo Cabret. Sorry, George. Vocês são ótimos, mas esse ano, o filme se chama "O Artista". Uma coisa louca, gente, não tenho nem palavras (sim, é um trocadilho)... original, emocionante, engraçado, leve e profundo ao mesmo tempo, com uma fotografia deslumbrante (linda, linda, linda!) e uma trilha sonora maravilhosa. Fazia muito tempo que eu não via um filme tão bom. Se tiverem que escolher apenas um dessa leva de bons filmes que está em cartaz, aconselho, sem a menor sombra de dúvida, a irem prestigiar O Artista.

O elenco é um capítulo à parte - Jean Dujardin e Béatrice Bejà são simplesmente maravilhosos, os coadjuvantes dão show à parte, e para mim, deveria ser criado um Oscar especial para cãezinhos, para que se pudesse fazer justiça com o grande astro do filme.

E, falando em Jean Dujardin... não, gente, digam pra mim...



Como eu nunca tinha ouvido falar nesse homem, antes, meu povo??!!!?! Jean, querido, por onde você andava esse tempo todo??!!!!

sexta-feira, janeiro 27

J.Edgar



Lindo e com a maior pinta de "american boy que cresceu comendo corn flakes", Leonardo Di Caprio tinha tudo pra virar um galãzinho de comédias românticas, desses que tem aos montes por aí, desempenhando sempre aquele mesmo papel de "colírio charmoso". Ao contrário, desde o começo da carreira, optou por trabalhos interessantes, flertou com o undergroud, virou queridinho de Scorsese...
Só para lembrar de alguns trabalhos memoráveis de Leo - Eclipse de uma Paixão, Revolutionary Road, Os Infiltrados, A Ilha do Medo, O Aviador, Diamante de Sangue...

Fazendo jus à sua filmografia, Leo está novamente em cartaz, com J. Edgar - vivendo o próprio J. Edgar Hoover, personagem mais que polêmico da historia americana recente. O filme tem direção de Clint Eastwood e ainda tem as participações das divinas Naomi Watts e Judi Dench.

Tem que ver, gente! Leo merece e a gente também. Eu tô indo hoje mesmo...

segunda-feira, janeiro 9

Margin Call



Meio que por acaso, acabei assistindo ontem ao perturbador Margin Call - uma beleza de filme, cheio de qualidades, tenso, claustrofóbico, estonteante. Praticamente toda a ação se passa em uma única madrugada - a que antecedeu a quebra do Banco Lehman Brothers e deflagrou a crise econômica de 2008 (o banco e o fato em si não são citados, mas é nítida a identificação). Trata-se do mais puro horror econômico - quase um filme de terror para gente grande (se você, assim como eu, sofre de insônia, sabe perfeitamente quais são os fantasmas que nos assombram nas madrugadas, não?).

Mesmo que você não saiba nada sobre marcado financeiro, papéis podres, hipotecas, alavancagem, etc, não se preocupe - dá pra entender direitinho o que se passa no filme, e além do mais, o foco maior nem é esse. Margin Call é um belíssimo estudo sobre comportamento humano e uma crítica feroz sobre os valores e a ética capitalista. No final, tudo faz tão pouco sentido, é tudo tão impressionantemente volátil e falso, que temos a vontade, também, de sentar no chão e chorar, como faz um determinado personagem no decorrer da história.

O elenco é um espetáculo: Demi Moore, Paul Bettany, Jeremy Irons, Simon Baker... um melhor que o outro. Mas impressionantes mesmo estão Stanley Tucci (que protagoniza úma das cena mais reveladoras e tristes do filme) e Kevin Spacey - magnífico - com um personagem ambíguo, destruído, com o qual é muito fácil nos identificarmos, e que resume à perfeição a condição do homem ocidental contemporâneo.

A última cena é dessas que faz com que Margin Call seja um desses filmes que a gente não consegue esquecer. Um som específico vai ficar martelando na sua cabeça por um bom tempo, acredite.

Não viram ainda? O que vocês estão esperando?? Corram!!

sexta-feira, janeiro 6

Morri.



Sem palavras. Vejam AQUI.

quarta-feira, novembro 9

ai meu coração... [2]



O post da Lili me fez lembrar de uma entrevista ótima com George Clooney há uns anos atrás.

Pergunta da entrevistadora - Parece que todo ator para receber o respeito da crítica, ganhar credibilidade, precisa interpretar um personagem gay. Você tem algum projeto nesse sentido? Já pensou em interpretar um homossexual?

Resposta de Clooney - Mas eu já interpretei!! O Batman!!

(amo)

sexta-feira, setembro 16

Manda Chuva, Batatinha, Gênio, Espeto, Chuchu, Bacana e o Guarda Belo!!!



Eles viraram filme, gente!!!!
Claro, todos os meus compromissos estão definitivamente cancelados e adiados até que eu resolva essa minha urgente pendência cinematográfica.

É como ter 7 anos de novo... que delícia!

quarta-feira, setembro 14

Rodrigo, o Heleno



Estreou nesta semana, no Festival de Toronto, "Heleno", filme de José Henrique Fonseca que conta a vida trágica do jogador do Botafogo, tendo como pano de fundo o Rio de Janeiro das décadas de 40 e 50.

O personagem é vivido por Rodrigo Santoro, e quem já viu, garante que é o melhor trabalho de sua carreira.

A notícia está AQUI, e cá pra nós, Manoel Carlos que me perdoe, mas troco todas as suas Helenas juntas por um Heleno desses...

quinta-feira, agosto 25

Desfaleci!




segunda-feira, agosto 8

Stardust Memories



No finalzinho do domingo, madrugadinha de segunda, um filme fascinante, brilhante, com pelo menos uma cena linda de chorar e inesquecível, uma música belíssima e um final inesperado e arrebatador.

Stardust Memories, de 1980, é uma homenagem ao cinema de Fellini, é metalinguagem sublime, uma obra-prima em preto e branco. Pura poesia woodyalleniana.

sábado, julho 16

Expecto Patronum!



Foram 10 anos com Harry Potter, Hermione e Rony. Vimos os personagens e atores crescerem e toda uma geração, mais que isso, cresceu junto com eles. Harry Potter é, definitivamente, o personagem dos anos 00.

Inventivo, criativo, instigante, atire a primeira pedra quem nunca ficou ansioso pela chegada de um novo filme, nunca se emocionou, ou nunca torceu no cinema, em uma partida de Quadribol, por exemplo. Será que existe alguma pessoa no planeta que nunca tenha ouvido falar em Hogwarts?

Fui ver a última parte das Relíquias da Morte hoje, e não posso negar que dá um aperto no peito pensar que não teremos outros. Parece que dessa vez, Harry Potter acabou mesmo. Nâo tem mais.

E agora? Como vamos fazer?

sexta-feira, junho 17

Midnight in Paris



É um Woody Allen, nem precisava de mais nada, mas...
Midnight in Paris tem Adrien Brody, Kathy Bates e Marion Cotillard, além de participação especial de Carla Bruni.
Tem Owen Wilson como protagonista (ator interessantíssimo, interessantíssimo...)
Parece que é uma homenagem ao movimento cultural e artístico europeu do começo do século XX.
Tem toques de realismo mágico com citações a Alice e Cinderela, inclusive.
O cenário é Paris, né.
E tem esse cartaz aí em cima... Monet, Owen e Paris em uma só imagem. (CORREÇÃO - É Van Gogh, gente... Van Gogh - obrigada, Dedé!!)

O que que a gente tá fazendo aqui que ainda não foi correndo pro cinema, minha gente??

terça-feira, maio 10

Que reste-t-il de nos amours



Amanhã começa o Festival de Cannes. O mais importante e glamuroso do mundo. A abertura é com Midnight in Paris, de Woody Allen. Dentre os que concorrem à Palma de Ouro estão Almodovar e Lars Von Trier. Robert de Niro preside o juri da Palma de Ouro, e Michael Gondry o juri da seleção de curtas. Haverá homenagem para Bertolucci e o Brasil concorre com quatro filmes em mostras paralelas.

Dias agitados na Côte d'Azur. Dias importantes para quem gosta de cinema.

segunda-feira, maio 2

I'm calling you. Can't you hear me?



Dos três ideais da Revolução Francesa, a fraternidade é o de mais difícil definição e atingimento. Ainda na França, a palavra "rapport", intraduzível, significa mais ou menos empatia, identificação com o próximo. Toda a cultura cristã ocidental foi construída sobre o conceito da caridade. E são justamente a fraternidade, a caridade e essa capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, de superarmos estranhezas e diferenças, que estamos perdendo cada vez mais no mundo contemporâneo solapado pelo individualismo e pelo pragmatismo. Encastelados pelos "nossos sagrados direitos", vamos nos afogando em nosso próprio cinismo e nos tornando criaturas miseráveis, solitárias, arrogantes e frívolas.

Tudo isso me vem à mente porque me lembrei, hoje, do maravilhoso "Badgad Café", o segundo e espetacular filme de uma trilogia do cineasta alemão Percy Adlon, estrelada pela fantástica Marianne Sagebrecht. Bagdad Café é sobre estranhamento e identificação. É sobre recomeços. É sobre conseguirmos nos enxergar fora de nós mesmos, no outro. É sobre Jasmin e Brenda, duas mulheres muito diferentes mas que se transportam uma para a outra. É sobre tolerância. É sobre a aceitação das diferenças, e sobre diferenças como impulsos transformadores da vida. Sobretudo é um filme sobre fraternidade, caridade, rapport. O filme tem uma fotografia original e primorosa, uma música tema que chega até a alma de tão linda e interpretações inesquecíveis de Sagebrecht e de CCH Pounder. Um bálsamo e um antídoto para um mundo doente que necessita ver lençóis ensanguentados para conseguir paz interior. Mais um grande filme da década de 80 a ser descoberto ou relembrado. A linda música tema está aí embaixo para vocês. Fechem os olhos e aproveitem.

segunda-feira, abril 25

Mine Vaganti



Foi a boa surpresa do feriadão. Eu esperava uma comédia boba e clichezenta e me deparei com um filme leve, sensível, tocante e, sim, engraçadíssimo também. Nos momentos de riso, nunca descamba para a grosseria ou o histrionismo. Nos momentos dramáticos, nunca descamba para a pieguice ou para o melodrama barato. É um filme desses que nos encantam com cenas inesquecíveis, atuações excelentes, fotogrfia e trilha sonora belíssimas e um final lindo, lindo, emocionante. Filme desses em que a gente sai do cinema com um sorriso nos lábios. É muito mais do que parece. Uma pequena jóia do cinema italiano. Não percam, amores. É bravíssimo!!

sábado, abril 23

I betcha think I don't know nothin', but singin' the blues, oh, sister, have I got news for you...



A Cor Púrpura, de 1985, foi um dos filmes mais injustiçados da história do Oscar. Concorreu a 11 estatuetas e não levou nenhuma. À época, ainda muito jovenzinha, saí do cinema maravilhada, com a certeza de que tinha visto uma das melhores películas de todos os tempos; hoje, revendo o filme, os toques muito melodramáticos de Spielberg já me incomodam um pouco, e é perturbador não saber se esse incomodo se dá porque me tornei mais informada e mais crítica, ou se é porque o tempo me fez mais cínica, mais dura.

Mas o fato é que ainda é um grande filme e merecia pelo menos uns seis prêmios a que concorreu. Fotografia deslumbrante, trilha sonora antológica, um retrato pungente da opressão feminina no sul dos Estados Unidos, e atuações inesquecíveis de Whoopi Goldberg, Danny Glover, Margareth Avery e Oprah Winfrey.

O vídeo aí de cima traz um dos bons momentos do filme... um instante de cumplicidade, solidariedade reconhecimento e gratidão. Bela música para ouvir. Belo filme para ver ou rever.

quinta-feira, abril 14

É muita emoção!

Nem sei por onde começar.

O Diretor... O Elenco...





O cenário...

É o novo Woody Allen, que começa a ser filmado no segundo semestre... mal posso esperar.

quarta-feira, março 30

Atonement


Veja o filme

Leia o livro
Ouça a trilha sonora



Deslumbre-se

Apaixone-se

Surpreenda-se

Emocione-se
Só não perca. Por nada.

domingo, fevereiro 20

Repetitiva

Sim, vou ser repetitiva.
Marie já avisou que Black Swan é uma experiência única, inesquecível.
Lili já disse que Natalie Portman é diva, deusa, incontestável.
Todos os seus amigos já disseram que o filme é ótimo, que ela merece todos os prêmios, e que Nina é o papel da vida dela.
Ninguém desgostou do filme.
E Rose Foncée então, repetitiva, vai falar bem e ser mais uma a recomendar.
Ainda não viu? Está esperando o que???
Está sem tempo? Minta para o seu chefe, fale que está doente, falte ao casamento da sua melhor amiga, se vira!
Ah, o problema é grana? Sei lá, assalte alguém, peça dinheiro na porta do cinema...
Mas vá ver. Vá agora, vá ainda hoje, não perca por nada nesse mundo...
É sublime, minha gente... sublime...

sexta-feira, fevereiro 18

Bravura Indômita


Magnífico. Atuações perfeitas, uma fotografia e trilha sonora de cair o queixo, o humor negro e o cinismo dos irmãos Coen... o filme é uma refilmagem de um faroeste de 1970, que deu um oscar a John Wayne. Não vi o original, mas já me disseram (e eu acredito) que a versão atual é muito melhor. Embra seja um filme tipicamente "de menino", tem sequencias emocionantes e sutilezas que nos fazem sair do cinema em êxtase (além de Matt Damon e Josh Brolin - dois homens vinho, que só melhoram com a idade).
Particularmente, há uma cena, quase no final, que por si só vale o filme inteiro. Uma aula de cinema, um show de interpretação e sensibilidade. Triste, grandiosa, inesquecível, arrebatadora... os protagonistas resgatam aquilo que verdadeiramente são e Jeff Bridges e Hailee Steinfeld provam porque estão concorrendo e ganhando tantos prêmios de interpretação mundo afora. O filme está concorrendo a 10 oscars. Merece cada um deles.
Não percam, amores!!